Idai: Governo britânico doa mais 14 milhões de euros para ajuda humanitária

O Governo britânico anunciou hoje um montante adicional de 14 milhões de euros para ajuda humanitária às vítimas da passagem do ciclone Idai por Moçambique, Maláui e Zimbabué, somando aos sete milhões de euros confirmados anteriormente.

A ajuda do Reino Unido será usada para responder às necessidades imediatas nos países afetados, incluindo o acesso a água potável, para consumo, e para lavar, o que também ajuda a impedir a disseminação de doenças, bem como o fornecimento de alimentos e a distribuição de abrigos de emergência para os desalojados, segundo o mesmo anúncio.

A passagem do ciclone Idai em Moçambique, Maláui e Zimbabué já provocou mais de 300 mortos, segundo balanços provisórios divulgados pelos respetivos governos desde segunda-feira.

O Presidente de Moçambique, Filipe Nyusi, anunciou na terça-feira que mais de 200 pessoas morreram e 350 mil "estão em situação de risco", tendo decretado o estado de emergência nacional.

O país vai ainda cumprir três dias de luto nacional, até sexta-feira.

Os 12 milhões de libras (14 milhões de euros) anunciados hoje somam-se aos seis milhões de libras (sete milhões de euros) prometidos na segunda-feira.

"Fiquei extremamente comovida com as imagens que vi deste ciclone devastador que causou miséria a milhões de pessoas em Moçambique, no Maláui e no Zimbabué. Este é, sem dúvida, um dos maiores desastres naturais que já atingiu a região", comentou a ministra para o Desenvolvimento Internacional, Penny Mordaunt.

Na terça-feira chegaram a Moçambique mais de 7.500 'kits' de abrigo de emergência e 100 tendas familiares enviados pelo Governo britânico, estando no terreno uma equipa do DFID [Ministério para o Desenvolvimento Internacional] para coordenar a resposta britânica à catástrofe.

Além deste pacote de ajuda, o DFID já financia algumas organizações internacionais que estão no terreno a oferecer ajuda humanitária de emergência como parte da resposta internacional na região, nomeadamente agências da ONU e a Cruz Vermelha.

O governo britânico colocou à disposição para qualquer operação na região 9.000 'kits' de higiene, que incluem artigos básicos de higiene, como sabão, escovas de dente e baldes para transportar água limpa, 7.000 kits de ferramentas, que incluem pás, serras e outras ferramentas para ajudar a reparar casas e limpar detritos, e 6.000 'kits' familiares e 1.000 'kits' sanitários, que incluem lâmpadas solares, purificadores de água e papel higiénico.

O Reino Unido está ainda a apoiar o Programa Mundial de Alimentos (PAM) para alimentar 130 mil pessoas durante duas semanas em Moçambique, distribuindo alimentos e senhas para as pessoas usarem nos mercados locais, e para fazer transferências monetárias para que 140 mil pessoas no Maláui possam alimentar-se até ao final de março.

O DFID é doador do Fundo START, dedicado a emergências humanitárias e apoiado pelos governos britânico, irlandês, holandês e belga e pela Comissão Europeia, que vai aplicar 400 mil libras (467 mil euros) para ajudar as ONG Trocaire e HelpAge International em projetos relacionados com água limpa e abrigo no Maláui, e trabalha com parceiros no Zimbabué.

O Idai, com fortes chuvas e ventos de até 170 quilómetros por hora, atingiu a Beira (centro de Moçambique) na quinta-feira à noite, deixando os cerca de 500 mil residentes sem energia e linhas de comunicação.

A Cruz Vermelha Internacional indicou na terça-feira que pelo menos 400 mil pessoas estão desalojadas na Beira, em consequência do ciclone, considerando tratar-se da "pior crise" do género no país.

No Zimbabué, foram contabilizados mais de 100 mortos e mais de 200 feridos, com as estimativas a apontarem para mais de 500 desaparecidos, enquanto no Maláui as únicas estimativas conhecidas apontam para pelo menos 56 mortos e 577 feridos.

Exclusivos

Premium

Betinho

Betinho: "NBA? Havia campos que tinham baldes para os jogadores vomitarem"

Nasceu em Cabo Verde (a 2 de maio de 1985), país que deixou aos 16 anos para jogar basquetebol no Barreirense. O talento levou-o até bem perto da NBA, mas foi em Espanha, Andorra e Itália que fez carreira antes de regressar ao Benfica para "festejar no fim". Internacional português desde os Sub-20, disse adeus à seleção há apenas uns meses, para se concentrar na carreira. Tem 34 anos e quer jogar mais três ou quatro ao mais alto nível.