Guerrilha reivindica ataque que fez 21 mortos na Colômbia

Os rebeldes do Exército de Libertação Nacional (ELN) reivindicaram hoje o ataque que causou 21 mortos e 68 feridos, na quinta-feira, em Bogotá.

"A operação realizada contra essas instalações e tropas é lícita no quadro do direito à guerra. Não houve nenhuma vítima não combatente", declarou a direção do ELN, numa nota difundida no site da guerrilha colombiana.

Na sexta-feira, o Governo colombiano tinha já atribuído ao ELN o ataque com carro armadilhado contra uma academia de polícia, em Bogotá.

"Ficou claro para toda a Colômbia que o ELN não quer verdadeiramente a paz", disse o Presidente da Colômbia, Iván Duque, ao citar uma longa lista de sequestros e ataques atribuídos à guerrilha desde o início das negociações de paz, em 2017, com o anterior chefe de Estado Juan Manuel Santos.

Duque pôs fim ao diálogo de paz com o movimento rebelde.

"Ordenei o fim da suspensão das ordens de captura contra dez membros do ELN, que integravam a delegação deste grupo em Cuba, e revoguei a resolução que criava condições para a sua permanência neste país", declarou Duque, numa mensagem transmitida na televisão.

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