Governo guineense inicia distribuição do arroz doado pela China, começando pelos militares

Bissau, 16 mai 2019 (Lusa) - O Governo guineense iniciou hoje a distribuição do arroz doado pela China para a população carenciada, com a entrega de 180 toneladas às Forças Armadas.

O antigo ministro José Biai, presidente da comissão de distribuição, entregou hoje simbolicamente três camiões com sacos de 50 quilogramas de arroz ao diretor-geral da logística do ministério da Defesa, Joaquim Filinto, que, por sua vez, passou o cereal para os representantes do Estado-Maior General das Forças Armadas.

O arroz irá servir para alimentar os militares durante três meses, em todas as unidades do país.

A Polícia Judiciária da Guiné-Bissau apreendeu no âmbito de uma operação, denominada "Arroz do Povo", várias centenas de toneladas de arroz doado pela China, que segundo aquela força de investigação criminal, estava a ser preparado para ser vendido ao público.

No total, a China deu um donativo de 2.638 toneladas de arroz, no valor de três milhões de dólares. O arroz chegou a Bissau a 26 de janeiro.

Ainda hoje a comissão, instituída pelo primeiro-ministro, integrando técnicos de diversas instituições estatais e a Polícia Judiciária, irá entregar 30 toneladas aos antigos combatentes da liberdade da pátria (veteranos de guerra).

O arroz também será oferecido, nos próximos dias, à federação de pessoas com deficiência, igrejas, professores e nas regiões do interior.

Fonte da comissão de distribuição disse à Lusa que a ideia é fazer com que "pelo menos" a cada uma das nove regiões da Guiné-Bissau cheguem mil sacos do arroz da China para serem distribuídos às populações "mais vulneráveis".

José Biai explicou que o Governo decidiu entregar o arroz à população carenciada para atenuar o défice que o país vive, mesmo tendo em conta que nos últimos quatro anos se registou um aumento na produção do cereal que é a base da dieta alimentar dos guineenses.

A distribuição hoje iniciada terá que ser concluída dentro de 15 dias.

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