Governo grego remete ao parlamento acordo sobre alteração do nome da Macedónia

O Governo grego remeteu hoje ao parlamento o acordo sobre a alteração do nome da Antiga República Jugoslava da Macedónia para Macedónia do Norte, dando assim inicio ao processo.

Na segunda-feira, o parlamento grego vai reunir-se para estabelecer o calendário de sessões das comissões de Defesa e Assuntos Externos, encarregue de discutir o texto antes do debate final no plenário, previsto para o final da próxima semana.

Em 11 de janeiro, o parlamento da Macedónia alterou algumas emendas da Constituição, de modo a poder alterar o nome do país, deixando assim nas mãos da Grécia o último passo para a concretização do acordo de Prespa.

Este documento vai também permitir a possibilidade de entrada da Macedónia do Norte na Organização do Tratado Atlântico Norte (NATO, na sigla em inglês) e de inicio do processo de adesão à União Europeia.

Apesar de a grande maioria da oposição estar contra este documento e da coligação com os nacionalistas Gregos Independentes ter-se rompido na semana passada por esta questão, o Governo de Alexis Tsipras espera o apoio da maioria absoluta da câmara -- 151 deputados -, tal como conseguiu um voto de confiança na passada quarta-feira.

De acordo com a agência EFE, alguns deputados dos Gregos Independentistas já confirmaram que vão apoiar o acordo e o partido centrista To Potami (O Rio) levantou a disciplina de voto, esperando-se assim que alguns dos seus deputados suportem o documento.

O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, viu, na quarta-feira, o parlamento aprovar um voto de confiança, dias depois de ter terminado a coligação que viabilizava o seu Governo.

Com 151 votos favoráveis, dos 300 parlamentares, Tsipras viu assegurada a continuidade do seu executivo, cujo mandato termina em outubro.

O ministro da Defesa, Panos Kammenos, que lidera os Gregos Independentes, abandonou o Governo no passado fim de semana, em protesto contra o acordo proposto com a vizinha Macedónia.

O acordo culmina 28 anos de disputa com a Macedónia por causa do seu nome, que os gregos alegavam que tinha implícitas reivindicações sobre a sua própria província homónima e a herança cultural grega.

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