Governo estará "do lado da ciência" na decisão sobre profissão de psicoterapeuta

O secretário de Estado Adjunto e da Saúde garantiu hoje que o Governo "irá estar do lado da ciência" quando tomar a decisão sobre o reconhecimento ou não da profissão de psicoterapeuta.

"Iremos analisar essa proposta e eu diria que seguramente iremos estar do lado da ciência e dos argumentos científicos que estão no terreno", assegurou Fernando Araújo, em declarações à Lusa, à margem do 4º Congresso dos Psicólogos, a decorrer em Braga.

Sobre o reconhecimento da profissão de psicoterapeuta, o bastonário da Ordem dos Psicólogos, Francisco Miranda Rodrigues, igualmente á margem daquele evento, defendeu ser "impensável" que o executivo o venha a fazer, observando que a psicoterapia "é uma atividade e não uma profissão".

O Ministério da Saúde fez um pedido de análise e parecer à Ordem dos Médicos e à Ordem dos Psicólogos sobre a possibilidade de ser reconhecida a profissão de psicoterapeuta, tendo ambas emitido uma opinião negativa.

"Estamos a avaliar de forma cuidada os argumentos aduzidos. Há uma argumentação técnica e científica muito relevante. A apreciação conjunta que foi feita está muito robusta e vamos analisar as licenciaturas e as profissões já existentes, no conjunto de conhecimentos que tem sido adquirido e será seguramente o mais adequado a poder promover este tipo de decisão", explicou o governante.

"Muito proximamente iremos ter uma decisão", disse.

O bastonário da Ordem dos Psicólogos argumentou que "a psicoterapia não é em si uma profissão, é uma atividade, um conjunto de técnicas que são utilizadas por, na maior parte dos casos, psicólogos e também por médicos".

Por isso, defendeu, "ao ser exercida por profissionais já reconhecidos, com uma profissão regulada, havendo um garante de formação base na área da saúde e depois formação complementar" não é necessária aquela nova profissão.

O 4º Congresso dos Psicólogos portugueses, que decorre até sexta no Altice Forum Braga, tem como tema "Psicologia na prevenção e promoção do desenvolvimento das pessoas, coesão social e crescimento económico".

O congresso conta com mais de 1.800 inscritos e 800 comunicações oriundas de 13 países.

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