Governo de Macau diz que benefícios sociais aumentaram 14 vezes em 19 anos

O secretário para os Assuntos Sociais e Cultura de Macau afirmou hoje que os benefícios sociais aumentaram 14 vezes desde 1999 e que em 2018 foram atribuídos subsídios no valor de 2.670 milhões (291 milhões de euros).

Alexis Tam apontou que no primeiro ano depois da transição da administração de Macau, de Portugal para a China, tinham sido atribuídos 170 milhões de patacas (18,5 milhões de euros) em subsídios.

O número de beneficiários aumentou mais de 30 vezes, garantiu o governante, durante um almoço de comemoração do ano novo chinês, de acordo com um comunicado divulgado pelas autoridades do território.

Alexis Tam deu ainda ênfase ao plano de desenvolvimento da Grande Baía, apresentado por Pequim na segunda-feira, onde "foi propositadamente introduzido um capítulo", sobre a promoção da segurança social e a cooperação para a governação social.

Segundo o secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, Pequim quer promover a igualdade de "regalias aos residentes do interior da China para os residentes de Hong Kong e de Macau que trabalham e que vivem na província de Guangdong, em termos de educação, assistência médica, gozo da velhice, habitação, transporte, entre outros".

Além disso, sublinhou o governante, o objetivo passa também por "reforçar os serviços públicos transfronteiriços e a articulação no que toca à segurança social, bem como explorar a utilização transfronteiriça do seguro social de Macau na Grande Baía".

A Grande Baía integra, além das duas regiões administrativas especiais de Macau e de Hong Kong, nove cidades da província de Guangdong, Dongguan, Foshan, Cantão, Huizhou, Jiangmen, Shenzhen, Zhaoqing, Zhongshan e Zhuhai.

O objetivo deste projeto é a criação de uma metrópole mundial, numa região com cerca de 70 milhões de habitantes e com um Produto Interno Bruto que ronda os 1,3 biliões de dólares norte-americanos, maior que o PIB da Austrália, Indonésia e México.