Governo aprova plano de investimento da REN na rede de gás natural no valor de 55 ME

O Governo aprovou o Plano de Desenvolvimento e Investimento na Rede Nacional de Transporte, Infraestruturas de Armazenamento e Terminal de Gás Natural Liquefeito da REN, dotado com 55 milhões de euros, foi hoje comunicado ao mercado.

"Foi aprovado pela secretaria de Estado da Energia o Plano de Desenvolvimento e Investimento na Rede Nacional de Transporte, Infraestruturas de Armazenamento e Terminal de Gás Natural Liquefeito para o período 2018-2027, num montante total de Capex [investimento] de 55 milhões de euros", lê-se no comunicado enviado pela REN - Redes Energéticas Nacionais à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

De acordo com a informação remetida ao mercado, a aprovação "contempla a generalidade dos projetos base propostos, deixando os projetos complementares para avaliação e decisão posterior".

Em 16 de dezembro, a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) considerou que a REN "criou condições" para a aprovação da proposta de plano de investimento na rede de gás natural até 2027, depois das duas anteriores não o terem sido.

No parecer da ERSE ao Plano Decenal Indicativo de Desenvolvimento e Investimento da Rede Nacional de Transporte, Infraestruturas de Armazenamento e Terminais de GNL (PDIRGN) para o período 2018-2027, a ERSE reconheceu, na altura, que a proposta "constitui uma evolução positiva face à proposta de PDIRGN 2015", que já constituía uma melhoria face à de 2013.

Contrariamente à sua edição anterior, referiu, a REN incluiu nos primeiros cinco anos do PDIRGN, no essencial, somente projetos base, que são compostos por projetos de remodelação e modernização propostos e pelos projetos em curso que transitam de anos anteriores, cujo valor global é de cerca de 45 milhões de euros.

A gestora de rede de gás natural solicitou para estes projetos a tomada de decisões finais de investimento, devendo os projetos complementares (como a terceira interligação a Espanha) ser entendidos como indicativos do conjunto de investimentos que "poderão ocorrer no segundo quinquénio do período de abrangência da proposta".

No parecer em causa, o regulador elogiou ainda a prudência da REN ao adiar a decisão relativa à terceira interligação de gás natural, que recebeu uma avaliação de impacte ambiental desfavorável pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), defendendo que este projeto deve aguardar pelo desenvolvimento dos restantes projetos em Espanha e França.

Na sessão de hoje da bolsa, a REN teve uma subida inferior a 1% para 2,51 euros.

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