Fundo para as vítimas do 11 de Setembro reduz pagamentos por falta de dinheiro

O fundo de compensação para as vítimas do 11 de Setembro anunciou na sexta-feira que está a ficar sem dinheiro e que reduziu em mais de metade as contribuições para futuros beneficiários, na sua maioria doentes por exposição a substâncias tóxicas.

A responsável do fundo VCF, Rupa Bhattacharyya, reconheceu em comunicado que a situação é "dolorosamente injusta", mas assegurou que é a única opção no atual momento.

"Infelizmente, a situação que enfrenta a VCF é difícil", explicou Bhattacharyya, após apresentar o relatório de contas anual.

Antes da falta de dinheiro, as ajudas ainda não aprovadas serão reduzidas para metade e nos casos de pedidos posteriores a 01 de fevereiro o corte atingirá 70%.

Segundo o fundo, a complicada situação financeira que atravessa deve-se ao grande número de solicitações durante os últimos dois anos, em grande medida pessoas que descobriram recentemente doenças como cancros relacionados com substâncias tóxicas que inalaram na sequência dos atentados contra as Torres Gémeas.

O fundo foi criado pelo Congresso dos Estados Unidos em 2015 com mais de sete mil milhões de dólares (6,2 mil milhões de euros) para repartir até 2020.

No entanto, já foram despendidos cerca de cinco mil milhões de dólares (4,4 mil milhões de euros) em compensações a cerca de 21.000 pessoas que estão doentes ou morreram devido a problemas de saúde relacionados com o atentado ou por sequelas dos ataques, muitos delas bombeiros e pessoal dos serviços de emergência.

Segundo referiu Bhattacharyya, o fundo possui outros 20.000 pedidos pendentes por resolver e espera ainda receber mais alguns milhares.

Perante esta situação, três congressistas anunciaram na sexta-feira que vão propor legislação para que os cortes não sejam efetuados e os futuros beneficiários recebam a ajuda na totalidade.

Cerca de 3.000 pessoas morreram nos atentados de 11 de setembro de 2001 em Nova Iorque, no pior atentado terrorista da história dos Estados Unidos.

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