Fundo de formação profissional já apoiou mais de 4.000 jovens cabo-verdianos

O Fundo de Promoção do Emprego e da Formação (FPEF) apoiou, em cinco anos, um total de 4.475 jovens cabo-verdianos, com 1,6 milhões de euros, cerca de metade do valor do financiamento, disse hoje o gestor do fundo.

Os dados foram avançados na cidade da Praia por Danilson Borges, durante o ato de apresentação dos resultados do 14.º concurso e do lançamento do 15.º concurso do Fundo de Promoção do Emprego e da Formação (FPEF), que visa facilitar o acesso dos jovens a programas de formação profissional e distribuiu os recursos de forma equitativa.

Durante os cinco anos da sua vigência, Danilson Borges adiantou que o fundo recebeu 6.202 candidaturas e foram selecionados 4.475 jovens de todo o país.

Do total de 346 milhões de escudos (3,1 milhões de euros) do financiamento do fundo, o gestor disse que já foram desembolsados cerca 178 milhões de escudos (1,6 milhões de euros), para pagar propinas dos formandos.

Instituído pelo Governo de Cabo Verde em 2013, o FPEF é um mecanismo de financiamento da formação profissional nas diversas instituições acreditadas no país, com vista a apoiar iniciativas de desenvolvimento da empregabilidade.

Os cursos de formação profissional têm a duração de até 18 meses e as bolsas de estudo são reembolsáveis sem taxas de juros e 10% das bolsas são financiadas a fundo perdido a jovens entre os 16 e 30 anos.

Segundo Danilson Borges, um "número elevado" de jovens cabo-verdianos tem procurado financiamento para a formação profissional, considerando que se trata de uma "via mais rápida" para o emprego.

Um ano após conclusão da formação profissional, o gestor indicou que a taxa de inserção no mercado de trabalho é de cerca de 70% dos jovens e que as áreas mais procuradas sãs as energias renováveis, o turismo e os serviços financeiros.

O ato foi presidido pelo secretário de Estado para a Inovação e Formação Profissional cabo-verdiano, Pedro Lopes, que sublinhou a importância de o fundo ter sustentabilidade e de ter transparência, critérios de acessibilidade e alinhamento com as áreas prioritárias para o desenvolvimento do país.

"Este é o modelo que o Governo quer para a formação profissional, não deixar ninguém de fora, para que os jovens, mesmo aqueles que não têm condições, possam ter acesso a uma formação profissional, que queremos que seja de qualidade e que esteja ao serviço dos jovens e do país", afirmou o responsável governamental.

Pedro Lopes disse que o Estado assume esse papel de apoio à formação profissional, mas salientou que a responsabilidade deve ser partilhada com outras instituições do país, tanto públicas como privadas.

Considerando que se abre uma "nova era" a formação profissional no país, com formações à medida das empresas, o secretário de Estado disse ainda que o financiamento deve ter impacto na vida dos jovens, com trabalho digno e bem remunerado.

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