Francisca Van Dunem assinala necessidade de "manter viva a voz" de Mandela

A ministra da Justiça portuguesa, Francisca Van Dunem, sublinhou hoje, dia em que se celebra o centenário do nascimento de Nelson Madela, que celebrar a efeméride "é manter viva a sua voz" e "a coragem da sua determinação".

Na sessão de homenagem a Nelson Mandela, promovida pelo Ministério da Justiça e pela União Internacional de Advogados (UIA), Francisca Van Dunem acentuou "a dimensão integral de lutador pela causa da liberdade, da não discriminação e da paz".

"Assistimos, aqui, nesta singela cerimónia, a um tributo a um homem singular. Um homem que quebrou barreiras -- do medo, da violência, do ódio -- que desceu aos infernos e subiu ao cume da montanha. Cujo exemplo de vida inspirou gerações e que continuará a inspirar gerações de mulheres e homens em África e em todo o mundo", referiu.

A ministra da Justiça acrescentou que se celebra o centenário do nascimento de Mandela, primeiro Presidente negro da África do Sul, "num ambiente de incerteza, em que densas nuvens pairam sobre democracias, se fragilizam os valores do Estado de Direto e se reavivam fenómenos de intolerância e discriminação, fazendo pairar sobre o mundo sombras de passados que criamos há muito, enterrados".

Em 2009, a assembleia-geral das Nações Unidas estabeleceu 18 de julho - data de nascimento do histórico líder sul-africano como Dia Internacional de Nelson Mandela, instando o mundo a assinalar a efeméride, desafiando os Estados a cumprir o seus ideais.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Ferreira Fernandes

A Europa, da gasolina lusa ao palhaço ucraniano

Estamos assim, perdidos algures entre as urnas eleitorais e o comando da televisão. As urnas estão mortas e o nosso comando não é nenhum. Mas, ao menos, em advogado de Maserati que conduz sindicalistas podíamos não ver matéria de gente rija como cornos. Matéria perigosa, sim. Em Portugal como mais a leste. Segue o relato longínquo para vermos perto.Ontem, defrontaram-se os dois candidatos a presidir a Ucrânia. Não é assunto irrelevante apesar de vivermos no outro extremo da Europa. Afinal, num canto ainda mais a leste daquele país há uma guerra civil meio instigada pelos russos - e hoje sabemos, como não sabíamos ainda há pouco, que as guerras de anteontem podem voltar.

Premium

Marisa Matias

Greta Thunberg

A Antonia estava em Estrasburgo e aproveitou para vir ao Parlamento assistir ao discurso da Greta Thunberg, que para ela é uma heroína. A menina de 7 ou 8 anos emocionou-se quando a Greta se emocionou e não descolou os olhos enquanto ela falava. Quando, no final do discurso, se passou à ronda dos grupos parlamentares, a Antonia perguntou se podia sair. Disse que tinha entendido tudo o que a Greta tinha dito, mas que lhe custava estar ali porque não percebia nada do que diziam as pessoas que estavam agora a falar. Poucos minutos antes de a Antonia ter pedido para sair, eu tinha comentado com a minha colega Jude, com quem a Antonia estava, que me envergonhava a forma como os grupos parlamentares estavam a dirigir-se a Greta.

Premium

Margarida Balseiro Lopes

O governo continua a enganar os professores

Nesta semana o Parlamento debateu as apreciações ao decreto-lei apresentado pelo governo, relativamente à contagem do tempo de carreira dos professores. Se não é novidade para este governo a contestação social, também não é o tema da contagem do tempo de carreira dos professores, que se tem vindo a tornar um dos mais flagrantes casos de incompetência política deste executivo, com o ministro Tiago Brandão Rodrigues à cabeça.