Festival Dias da Dança termina sábado, mas já duplicou público em relação a 2016

O festival Dias Da Dança (DDD), que decorre no Porto, Vila Nova de Gaia e Matosinhos, regista hoje, a quatro dias do fim, "o dobro do público" em relação a 2016, deixando a organização "perplexa no bom sentido".

"Ao dia de hoje já há o dobro do público que houve no ano passado. O festival é maior, no ano passado foram duas semanas e este ano são três semanas, mas ao dia de hoje, ainda sem os espetáculos todos que vão acontecer no próximo fim de semana, já há o dobro do público", avançou hoje à Lusa Tiago Guedes, diretor artístico do festival de dança contemporânea, que termina no próximo sábado, com a estreia de "Celui qui Tombe" (aquele que cai em português), no Coliseu.

Num encontro informal com jornalistas, que decorreu hoje no Rivoli, Porto, Tiago Guedes considerou que os números de bilhetes, vendidos até ao momento, para a segunda edição dos DDD, deixou os membros da organização "bastante perplexos no bom sentido".

"Estamos a falar num festival que não é de massas, é um festival de dança, contemporâneo, mas com o lado federador [Porto, Matosinhos e Vila Nova de Gaia unidos no apoio ao evento], que eu acho que tem ajudado muito ao sucesso deste projeto. Federador no sentido que todos os teatros estão mobilizados para desenvolver este projeto, com todas as suas máquinas de comunicação, os seus públicos", explicou Tiago Guedes.

Questionado pela agência Lusa sobre se teme que haja alguma alteração de verbas e ou apoio logístico para o DDD na edição de 2018 com as eleições autárquicas agendadas para este ano, Tiago Guedes recordou que "há um entendimento das três cidades -- Porto, Gaia e Matosinhos -- sobre o papel da cultura e sobre o que é que são este tipo de projetos", estimando que o festival não seja colocado em causa por haver alterações políticas.

"As câmaras estão todas agilizadas e todas sintonizadas -- Porto, Gaia e Matosinhos. Toda a gente quer que o festival continue e ele assim vai continuar", declarou Tiago Guedes, referindo que este projeto é "estrutural" e está num contexto de unir três cidades da Frente Atlântica.

Tiago Guedes avançou à Lusa que a edição dos DDD para 2018 está já a ser organizada e que vai ver reforçado o lado formativo, com 'masterclasses' e 'workshops' mais longos, de uma semana.

O DDD, considerado o maior festival de dança contemporânea do país, pelos seus 17 dias de duração, termina no próximo sábado, dia 13, com a estreia nacional do espetáculo "Celui qui Tombe" ("Aquele que cai", na tradução literal em português), da companhia de bailado do coreógrafo francês Yoann Bourgeois, e que vai acontecer a partir das 21:30, no Coliseu do Porto.

O espetáculo cruza dança contemporânea, com música e novo circo, vai ter uma "enorme máquina de cena", com "oito bailarinos" a atuar e destina-se a "todas as idades", designadamente a famílias com filhos menores, explicou o diretor artístico.