Festa do Cinema Italiano arranca em abril em Lisboa com mais de 50 filmes

A 12.ª Festa do Cinema Italiano tem início no dia 05 de abril, em Lisboa, com mais de 50 filmes que pretendem "expandir a língua italiana pelo mundo", anunciou hoje o diretor da iniciativa.

O programa terá início com a antestreia do filme "Noites Mágicas", de Paolo Virzì, que "mistura o 'film noir' e a comédia satírica", em Itália nos anos 1990, com a história de um "conhecido produtor de cinema que é encontrado morto no rio Tibre e os principais suspeitos são três jovens aspirantes a argumentistas".

Na sessão de encerramento em Lisboa, dia 14 de abril, será apresentado o mais recente filme de Valeria Golino - "Euforia" - uma história de dois irmãos que "têm personalidades opostas e a vida vai forçá-los a voltarem a reviver uma situação difícil, num conhecimento mais profundo um do outro".

A programação inclui várias antestreias em Portugal como o filme "Lucia Cheia de Graça", de Gianni Zanasi, o drama "Il primo re", de Matteo Rovere, "Piranhas, os Meninos de Camorra", de Claudio Giovannesi.

Entre as longas-metragens que concorrem para o prémio de melhor filme do festival estão "Figlia Mia", de Laura Bispuri, "Menocchio", de Alberto Fasulo, e "Bangla", de Phaim Bhuiyan.

Para as sessões especiais, o ciclo "A Grande Arte do Cinema" irá apresentar documentários como "Michelangelo- Infinito", de Emanuele Imbucci, e "Leonardo 500", de Francesco Invernizzi.

No âmbito dos "grandes clássicos do cinema italiano", haverá uma retrospetiva, em colaboração com a Cinemateca Portuguesa, dedicada ao cinema de Nanni Moretti, que "incluirá obras inéditas, nomeadamente curtas-metragens e documentários entre eles a antestreia de 'Santiago, Itália'", de acordo com a organização.

O mais recente filme do realizador romano é um documentário que se passa "em setembro de 1973, após o golpe de estado do General Augusto Pinochet no Chile, [quando] a embaixada de Itália em Santiago abriu as suas portas a centenas e centenas de requerentes de asilo".

"Apresentar Moretti é apresentar um dos últimos grandes autores do cinema europeu", afirmou o diretor da Cinemateca, José Manuel Costa.

Durante o festival, nos dias 06,07,13 e 14 de abril, haverá sessões de cinema, oficinas com curtas-metragens de animação e atividades dedicadas aos mais novos, onde será apresentado o filme "Leo Da Vinci: missione Monna Lisa", um filme de animação de Sergio Manfio.

No dia 10 de abril haverá um concerto de Pedro Teixeira da Silva, composto por "quatro canções inspiradas nos famosos poemas dos poetas italianos Giacomo Leopardi e Giosuè Carducci".

"Queríamos abrir o festival de forma diferente, para um público diferente, o público de música clássica", explicou Stefano Savio.

Dos convidados do festival, farão parte o realizador e ator Daniele Luchetti, o realizador Roberto Andò, o ator Luca Marinelli, o realizador Alberto Fasulo, o ator e realizador Phaim Bhuiyan, o realizador Marco Proserpio e o realizador, produtor e escritor Leonardo Guerra Seragnoli.

A Festa do Cinema Italiano tenta a cada ano "alcançar ainda mais público", chegando a 16 cidades do Brasil, a Angola, Moçambique e está, mais recentemente, a "tentar chegar a Cabo Verde e São Tomé e Príncipe", revelou Stefano Savio.

Além de Lisboa, esta edição da Festa do Cinema Italiano decorre em mais 18 localidades portuguesas: Coimbra (09 a 11 de abril), Almada (10 a 13 de abril), Porto (10 a 14 de abril), Setúbal (11 a 14 de abril), Alverca do Ribatejo (12 e 13 de abril), Penafiel (13 e 14 de abril), Moscavide (13 e 14 de abril), Aveiro (15 e 16 de abril), Viseu (01 a 03 de maio), Abrantes (01, 08 e 15 de maio), Beja (07 a 09 de maio), Caldas da Rainha (08 a 10 de maio), Évora (14 a 17 de maio), Tomar (14 a 18 de maio), Loulé (23 a 26 de maio), Funchal, Angra do Heroísmo e Santa Cruz da Graciosa ainda com datas por anunciar.

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Maria Antónia de Almeida Santos

Uma opinião sustentável

De um ponto de vista global e a nível histórico, poucos conceitos têm sido tão úteis e operativos como o do desenvolvimento sustentável. Trouxe-nos a noção do sistémico, no sentido em que cimentou a ideia de que as ações, individuais ou em grupo, têm reflexo no conjunto de todos. Semeou também a consciência do "sustentável" como algo capaz de suprir as necessidades do presente sem comprometer o futuro do planeta. Na sequência, surgiu também o pressuposto de que a diversidade cultural é tão importante como a biodiversidade e, hoje, a pobreza no mundo, a inclusão, a demografia e a migração entram na ordem do dia da discussão mundial.