Extinção da Companha teve impacto nulo na conserveira açoriana Santa Catarina

O presidente do conselho de administração da conserveira açoriana Santa Catarina, sediada na ilha de São Jorge, garantiu na quarta-feira que o impacto da extinção da Companha, que tinha sido fundida com a empresa em 2013, foi nulo.

Rogério Veiros garantiu que a extinção da Companha, empresa que geria uma frota de três embarcações e que tinha sido alvo de um processo de fusão com a conserveira Santa Catarina em 2013, não teve impacto nas contas da empresa-mãe, já que "todos os encargos que a Companha teve ao longo destes anos foram sendo assumidos ano após ano pela Santa Catarina".

O responsável da conserveira falava aos jornalistas após ser ouvido na reunião da comissão eventual de inquérito ao setor público empresarial regional, na delegação de Ponta Delgada do parlamento açoriano, tendo garantido que a alienação das três embarcações da Companha "cobriu completamente o passivo bancário que existia", sendo que o passivo da empresa rondava os 900 mil euros.

O presidente do conselho de administração, que assumiu o cargo em 2015, considerou que a fusão "foi uma boa medida, tanto de gestão, como da parte da região".

"Como responsável atual pela Santa Catarina e pessoa ligada ao setor, entendo que uma indústria conserveira, sempre que pode e que as questões de mercado lhe permitam e a estrutura lhe permita, deve estar também ligada às pescas, mas isso é uma opinião pessoal", referiu.

Porém, não critica a decisão da anterior administração, porque foi tomada "com base na situação que vivia naquele momento".

"Por vezes, temos de tomar decisões em função das contingências, não em função daquilo que são as nossas ideias para o setor", salientou.

Ainda sobre a extinção da Companha, que ajudou a fundar, Rogério Veiros sustentou que "a empresa estava sem atividade".

"A Companha era uma empresa que existia para gerir a exploração dos barcos e, se já não tinha a propriedade dos barcos, a conclusão era que tinha de ser extinta", declarou, sublinhando que "não havia funcionários, não havia dívidas a fornecedores, não havia nada que prejudicasse alguém".

A conserveira Santa Catarina, empresa pública, está agora em processo de privatização, que prevê a alienação de 80% do seu capital.

A fábrica tem 140 trabalhadores, sendo a maior empregadora de São Jorge, e registou no ano passado um passivo superior a 14 milhões de euros.

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