Explosão de gás em mina na Ucrânia faz três mortos e 14 desaparecidos

Kiev, 26 abr 2019 (Lusa) - Pelo menos três mineiros morreram e 14 estão desaparecidos após uma explosão de gás numa mina de carvão do leste separatista da Ucrânia, anunciaram hoje os serviços locais de emergência.

"Durante as operações de resgate e desobstrução, os corpos de três mineiros sem vida foram encontrados e trazidos à superfície", indicou o Ministério de Situações de Emergência da república autoproclamada pelos rebeldes pró-russos em Lugansk.

Segundo a mesma fonte, 17 funcionários da mina Sikhdcarbon, na vila de Iourivka, a cerca de 20 quilómetros a sudoeste de Lugansk, estavam no subsolo no momento do incidente de quinta-feira.

O Ministério russo de Situações de Emergência anunciou hoje o envio de uma equipa de primeiros socorros a pedido dos separatistas.

De acordo com as autoridades separatistas daquela zona rica em carvão, as conclusões iniciais indicam que o desmoronamento da mina foi devido a uma explosão de gás.

"O destino de 14 pessoas permanece desconhecido", afirmou o ministro de emergência local, Kirill Katsavalov, citado pela agência de notícias separatista Lugansk Media Centre.

A autoproclamada república de Lugansk é um dos dois territórios do leste da Ucrânia que escaparam ao controlo de Kiev, capital da Ucrânia, desde que começou, em 2014, um conflito com os separatistas apoiados, segundo Kiev e o Ocidente, pela Rússia.

Este conflito armado matou quase 13.000 pessoas em cinco anos.

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1. Muitas vezes me tenho referido aqui, e não só aqui, à tragédia da pedofilia na Igreja. Foram milhares de menores e adultos vulneráveis que foram abusados. Mesmo sabendo que o número de pedófilos é muito superior na família e noutras instituições, a gravidade da situação na Igreja é mais dramática. Por várias razões: as pessoas confiavam na Igreja quase sem condições, o que significa que houve uma traição a essa confiança, e o clero e os religiosos têm responsabilidades especiais. O mais execrável: abusou-se e, a seguir, ameaçou-se as crianças para que mantivessem silêncio, pois, de outro modo, cometiam pecado e até poderiam ir para o inferno. Isto é monstruoso, o cume da perversão. E houve bispos, superiores maiores, cardeais, que encobriram, pois preferiram salvaguardar a instituição Igreja, quando a sua obrigação é proteger as pessoas, mais ainda quando as vítimas são crianças. O Papa Francisco chamou a esta situação "abusos sexuais, de poder e de consciência". Também diz, com razão, que a base é o "clericalismo", julgar-se numa situação de superioridade sagrada e, por isso, intocável. Neste abismo, onde é que está a superioridade do exemplo, a única que é legítimo reclamar?