Europeias: Rio, Rangel e Moedas no Conselho Estratégico do PSD

O cabeça-de-lista às europeias, Paulo Rangel, o comissário europeu Carlos Moedas e o general Pinto Ramalho são alguns dos convidados da primeira Convenção Nacional do Conselho Estratégico social-democrata, que decorre hoje e será encerrada pelo líder do partido.

O início dos trabalhos da Convenção do Conselho Estratégico Nacional (CEN), que irá decorrer em Santa Maria da Feira, distrito de Aveiro, está marcado para as 09:30, hora em que arrancarão -- em simultâneo e à porta fechada - as reuniões das 16 secções temáticas do CEN e outra com membros da comissão de reforma do sistema político, eleitoral e estatutos do partido, presidida pelo ex-líder da JSD Pedro Rodrigues.

O cabeça-de-lista do PSD às eleições europeias de 26 de maio, Paulo Rangel, irá participar como convidado na secção de Assuntos Europeus, tal como o eurodeputado José Manuel Fernandes.

O general Pinto Ramalho, antigo chefe do Estado-Maior do Exército, participará na secção de Defesa, havendo ainda entre os convidados personalidades de outros partidos, casos do socialista Vítor Ramalho, secretário-geral da União das Cidades Capitais da Língua Portuguesa (UCCLA), na área das Relações Externas, ou do ex-líder do CDS-PP Ribeiro e Castro.

À tarde, realiza-se o debate "Portugal Hoje e Amanhã", moderado por Filipa Roseta, em que participarão os ex-ministros Miguel Cadilhe (que ocupou a pasta das Finanças nos governos de Cavaco Silva) e Daniel Bessa (da Economia com António Guterres), a investigadora e ex-deputada Helena Freitas (que já colaborou com o atual Governo como coordenadora da Unidade de Missão para o Interior, funções que deixou após os incêndios de Pedrógão Grande) e a economista e antiga secretária de Estado da Segurança Social de Durão Barroso Margarida Corrêa de Aguiar.

Na sessão de encerramento, prevista para as 18:00, intervirão o presidente do CEN, David Justino (também 'vice' do partido), o Comissário Europeu para a Investigação, Ciência e Inovação, Carlos Moedas, e o presidente do PSD, Rui Rio.

O CEN foi lançado em março do ano passado pela direção de Rui Rio e, segundo a página do partido, define-se como "um órgão de aconselhamento de questões nacionais, tem uma natureza consultiva e funciona junto do presidente da Comissão Política Nacional".

Na altura, foi apontado como missão deste órgão preparar o programa eleitoral do PSD, através da elaboração de documentos nas várias secções temáticas.

Em declarações à Lusa, a propósito da reunião de sábado, o vice-presidente do PSD David Justino salienta que "o CEN não é só o grupo de sábios" que dirige as secções, daí serem esperados cerca de 1.500 participantes em Santa Maria da Feira, dos quais 800 a mil já têm participação regular neste órgão.

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'Motu proprio' anti-abusos

1. Muitas vezes me tenho referido aqui, e não só aqui, à tragédia da pedofilia na Igreja. Foram milhares de menores e adultos vulneráveis que foram abusados. Mesmo sabendo que o número de pedófilos é muito superior na família e noutras instituições, a gravidade da situação na Igreja é mais dramática. Por várias razões: as pessoas confiavam na Igreja quase sem condições, o que significa que houve uma traição a essa confiança, e o clero e os religiosos têm responsabilidades especiais. O mais execrável: abusou-se e, a seguir, ameaçou-se as crianças para que mantivessem silêncio, pois, de outro modo, cometiam pecado e até poderiam ir para o inferno. Isto é monstruoso, o cume da perversão. E houve bispos, superiores maiores, cardeais, que encobriram, pois preferiram salvaguardar a instituição Igreja, quando a sua obrigação é proteger as pessoas, mais ainda quando as vítimas são crianças. O Papa Francisco chamou a esta situação "abusos sexuais, de poder e de consciência". Também diz, com razão, que a base é o "clericalismo", julgar-se numa situação de superioridade sagrada e, por isso, intocável. Neste abismo, onde é que está a superioridade do exemplo, a única que é legítimo reclamar?