Estados Unidos proibe entrada de responsáveis pelas eleições na RDCongo

Os Estados Unidos comunicaram hoje a proibição de entrada no país do responsável da comissão eleitoral da República Democrática do Congo (RDCongo) e do juiz presidente do Tribunal Constitucional, que validou os resultados das presidenciais de dezembro de 2018.

Além do presidente da Comissão Eleitoral Nacional Independente (CENI), Corneille Nangaa, e do juiz Benoit Bindu, o Departamento de Estado norte-americano dos assuntos externos interditou também a entrada no país do presidente da Assembleia Nacional da RDCongo, Aubin Ndjalandjoko.

O vice-presidente da CENI, Norbert Basengezi, também faz parte desta espécie de 'lista negra' norte-americana de responsáveis nas eleições presidenciais de 30 de dezembro de 2018 que elegeram o sucessor de Joseph Kabila, no poder desde 2001.

"Estes indivíduos que estão proibidos de entrar nos Estados Unidos enriqueceram pessoalmente através da corrupção ou dirigiram e supervisionaram atos de violência contra pessoas que tinham o direito de se reunirem pacificamente e de se expressarem livremente", referiu o Departamento de Estado norte-americano, em comunicado.

O Departamento de Estado reiterou que continuam a existir "inquietudes legítimas" do povo da RDCongo "sobre a condução do processo eleitoral e a transparência".

Féliz Tshisekedi foi declarado Presidente da RDCongo pela CENI e, depois, pelo Tribunal Constitucional.

Martin Fayulu, que recolheu pouco mais de 4% dos votos do que Tshisekedi, considerou que venceu o sufrágio, com uma votação superior a 60%.

Na contestação dos resultados, perante os juízes do Tribunal Constitucional, Fayulu disse que os resultados foram "fraudulentos, fabricados e inventados" e acusou Joseph Kabila de ter estado na origem desta reviravolta.

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