Engenheiros moçambicanos querem obras preparadas para mudanças climáticas

O bastonário da Ordem dos Engenheiros de Moçambique, Ibraimo Remane, defendeu hoje a execução de projetos preparados para fazer face aos efeitos das mudanças climáticas em Moçambique.

"Temos de prever obras mais robustas, por causa das mudanças climáticas", disse o bastonário.

Remane falava hoje, em Maputo, no 3.º Congresso de Engenheiros de Língua Portuguesa, organizado pela Federação das Associações dos Engenheiros de Língua Portuguesa (FAELP) e que decorre até quinta-feira.

"Nós somos um dos países mais vulneráveis às mudanças climáticas", realçou, apontando o congresso como local ideal para receber informação "das mais velhas federações e associações de engenheiros".

Em Moçambique, as atenções estão viradas para a forma como são elaborados projetos nas zonas costeiras.

No caso da subida do nível médio do mar, "há dois mil quilómetros de costa por acautelar", por conta da população que mora maioritariamente nas zonas litorais.

O bastonário da ordem dos engenheiros de Portugal, Carlos Mineiro Aires, considerou o congresso um encontro promissor.

"Queria que, no fim de um congresso como este, ficasse demonstrada a importância dos engenheiros. São passos que estão a ser dados com o contributo para a ciência e tecnologia", disse o bastonário.

Se, por um lado, é na atuação de cada pessoa "que reside a solução para reverter a tendência que estamos a atravessar" de aquecimento global, essa "deve ser uma preocupação para os governantes", considerou.

Além das delegações das associações profissionais de Angola, Brasil, Cabo Verde, Macau, Moçambique e Portugal, estarão também presentes em Maputo delegações de São Tomé e Príncipe e Brasil, que, a partir de quinta-feira (13 de setembro) passarão a integrar a FAELP.

Um ato simbólico para assinalar o momento vai decorrer durante a assembleia-geral da federação.

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