Empresas transportadoras e ambientalistas juntos por menos emissões de camiões

Ambientalistas e transportadoras rodoviárias juntaram-se hoje para exigir à Comissão Europeia medidas para reduzir em quase um quarto as emissões poluentes dos transportes pesados até 2025.

Numa carta dirigida ao presidente do executivo europeu, Jean-Claude Juncker, 36 associações ambientalistas, associações de empresas de transporte e empresas de outros ramos pedem que seja apresentada já em maio uma proposta "mais ambiciosa" para a redução das emissões de dióxido de carbono dos camiões.

A meta para 2025 deve ser uma descida de 24 por cento dessas emissões, o que resultaria numa poupança de 7.700 euros por camião, defendem os signatários, que incluem as portuguesas Quercus e Associação Nacional de Transportes Públicos Rodoviários de Mercadorias (Antram).

Apontam o setor dos transportes como responsável por 27% das emissões carbónicas da União Europeia e os pesados como fonte de 26% das emissões do transporte rodoviário.

"Para cumprir as metas do Acordo de Paris, o setor dos transportes precisa de reduzir as suas emissões para zero, até 2050 e, embora já exista tecnologia de emissões zero para camiões, o seu fornecimento é ainda limitado e apresenta custos elevados", assinalam.

Na proposta sobre eficiência de combustível para camiões, que deve sair no dia 16 de maio, pedem que seja definido um objetivo mínimo para os fabricantes venderem camiões com zero emissões.

Ler mais

Exclusivos

Adolfo Mesquita Nunes

Premium Derrotar Le Pen

Marine Le Pen não cativou mais de dez milhões de franceses, nem alguns milhões mais pela Europa fora, por ter sido estrela de conferências ou por ser visita das elites intelectuais, sociais ou económicas. Pelo contrário, Le Pen seduz milhões de pessoas por ter sido excluída desse mundo: é nesse pressuposto, com essa medalha, que consegue chegar a todos aqueles que, na sequência de uma crise internacional e na vertigem de uma nova economia digital, se sentem excluídos, a ficar para trás, sem oportunidades.

João Taborda da Gama

Premium Temos tempo

Achamos que temos tempo mas tempo é a única coisa que não temos. E o tempo muda a relação que temos com o tempo. Começamos por não querer dormir, passamos a só querer dormir, e por fim a não conseguir dormir ou simplesmente a não dormir, antes de passarmos o resto do tempo a dormir, a dormir com os peixes. A última fase pode conjugar noites claras e tardes escuras, longas sestas de dia com um dormitar de noite. Disse-me um dia o meu barbeiro que os velhotes passam a noite acordados para não morrerem de noite, e se ele disse é porque é.