Embarcação com cinco tripulantes encalha ao largo de Olhão sem registo de feridos

Uma embarcação com cinco tripulantes a bordo encalhou hoje de madrugada numa armação de atum ao largo de Olhão, tendo sido mobilizados meios de socorro até se confirmar a inexistência de feridos, disse o capitão do porto de Faro.

Segundo Cortes Lopes, a embarcação de pesca, que tinha tripulação espanhola, mas registo português, entrou "por razões ainda por determinar" nessa zona delimitada onde está a armação de atum, apesar de esta área "constar das cartas náuticas e estar sinalizada".

A embarcação ficou apenas presa nuns cabos, tendo sido libertada e rebocada para o porto de Faro durante a manhã, precisou o capitão do porto à agência Lusa.

A mesma fonte disse que o alerta foi recebido cerca das 01:30 através do centro de salvamento marítimo de Lisboa e foram de imediato ativados para o local uma lancha da Polícia Marítima e a estação salva-vidas de Olhão, "até se perceber que os tripulantes estavam todos bem e não havia necessidade de evacuar" a embarcação.

"Foram sempre mantidas as comunicações com os cinco tripulantes, que permaneceram na embarcação até esta chegar ao porto depois de ser rebocada", acrescentou Cortes Lopes, também comandante do Departamento Marítimo do Sul, que engloba as capitanias do Algarve.

O capitão do porto disse que, quando amanheceu, foram "os próprios tripulantes de uma embarcação que trabalha na armação de atum que cortaram os cabos e libertaram" o pesqueiro encalhado, para permitir o posterior reboque até ao porto de Faro.

O reboque foi feito por uma outra embarcação do armador de pesca do barco afetado.

Questionado sobre os motivos que levaram a embarcação de pesca a entrar na zona interditada onde está a armação de atum, o capitão do porto de Faro respondeu que "ainda não estão determinados" e adiantou que vai agora ser realizado um inquérito para perceber o que aconteceu.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Ferreira Fernandes

Conhecem a última anedota do Brexit?

Quando uma anedota é uma anedota merece ser tratada como piada. E se a tal anedota ocupa um importante cargo histórico não pode ser levada a sério lá porque anda com sapatos de tigresa. Então, se a sua morada oficial é em Downing Street, o nome da rua - "Downing", que traduzido diz "cai, desaba, vai para o galheiro..." - vale como atual e certeira análise política. Tal endereço, tal país. Também o número da porta de Downing Street, o "10", serve hoje para fazer interpretações políticas. Se o algarismo 1 é pela função, mora lá a primeira-ministra, o algarismo 0 qualifica a atual inquilina. Para ser mais exato: apesar de ela ser conservadora, trata-se de um zero à esquerda. Resumindo, o que dizer de uma poderosa governante que se expõe ao desprezo quotidiano do carteiro?

Premium

Adolfo Mesquita Nunes

A escolha de uma liberdade

A projeção pública da nossa atividade, sobretudo quando, como é o caso da política profissional, essa atividade é, ela própria, pública e publicamente financiada, envolve uma certa perda de liberdade com que nunca me senti confortável. Não se trata apenas da exposição, que o tempo mediático, por ser mais veloz do que o tempo real das horas e dos dias, alargou para além da justíssima sindicância. E a velocidade desse tempo, que chega a substituir o tempo real porque respondemos e reagimos ao que se diz que é, e não ao que é, não vai abrandar, como também se não vai atenuar a inversão do ónus da prova em que a política vive.

Premium

Marisa Matias

Penalizações antecipadas

Um estudo da OCDE publicado nesta semana mostra que Portugal é dos países que mais penalizam quem se reforma antecipadamente e menos beneficia quem trabalha mais anos do que deve. A atual idade de reforma é de 66 anos e cinco meses. Se se sair do mercado de trabalho antes do previsto, o corte é de 36% se for um ano e de 45%, se forem três anos. Ou seja, em três anos é possível perder quase metade do rendimento para o qual se trabalhou uma vida. As penalizações são injustas para quem passou, literalmente, a vida toda a trabalhar e não tem como vislumbrar a possibilidade de deixar de fazê-lo.

Premium

Maria Antónia de Almeida Santos

O planeta dos sustentáveis 

Ao ambiente e ao planeta já não basta a simples manifestação da amizade e da esperança. Devemos-lhes a prática do respeito. Esta é, basicamente, a mensagem da jovem e global ativista Greta Thunberg. É uma mensagem positiva e inesperada. Positiva, porque em matéria de respeito pelo ambiente, demonstra que já chegámos à consciencialização urgente de que a ação já está atrasada em relação à emergência de catástrofes como a de Moçambique. Inesperada (ao ponto do embaraço para todos), pela constatação de que foi a nossa juventude, de facto e pela onda da sua ação, a globalizar a oportunidade para operacionalizar a esperança.