Detido membro da maior fação criminosa do Brasil suspeito de enviar armas para todo o país

A Polícia Civil de São Paulo anunciou hoje a detenção de um membro do Primeiro Comando da Capital (PCC), maior fação criminosa do Brasil, suspeito de enviar armas para grupos criminosos de todo o país.

"Ele mandava armas e munições para a sua fação e organizações amigas no país inteiro. Também fazia o financiamento através de transferências bancárias que estão a ser rastreadas", afirmou a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, na sua página da Internet.

A operação policial, denominada "Protocolo Fantasma", decorreu em Mongaguá, no litoral sul do estado de São Paulo, e levou ainda à detenção de outras oito pessoas.

Trata-se do resultado de um trabalho de investigação que durou um ano, com o desdobramento da operação "Echelon", que permitiu deter 65 pessoas em junho do ano passado.

As autoridades revelaram ainda que foram apreendidos diversos telemóveis, anotações e documentos de contabilidade. O material foi encaminhado para perícia do Instituto Criminal, para ser posteriormente analisado.

"A prisão realizada hoje significa um forte golpe para a fação (PCC). Outras medidas estão a ser adotadas para dificultar e desmantelar a organização. Vamos mexer com a parte mais importante, que é a patrimonial e financeira", reforçou a delegação da polícia.

A operação "Protocolo Fantasma" contou com a participação de 100 operacionais da Polícia Cívil.

Na passada quinta-feira, o líder do PCC foi transferido de uma prisão estadual no interior do estado de São Paulo para um presídio federal de segurança máxima.

Segundo a imprensa local, as autoridades decidiram transferir Marco Camacho, conhecido no Brasil como Marcola, para uma cadeia federal depois de descobrirem um plano de fuga que utilizaria um 'exército' de mercenários para o resgate do líder do grupo.

Em dezembro do ano passado, cartas intercetadas à saída da cadeia indicavam que o líder terá pedido aos integrantes do PCC a morte de um promotor caso fosse transferido.

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