Coruche apresenta marca "Montado de Sobro e Cortiça" na Feira Internacional da Cortiça

A Câmara de Coruche vai apresentar, durante a X FICOR, Feira Internacional da Cortiça, que decorre de 24 a 27 deste mês, a marca "Montado de Sobro e Cortiça" que visa tornar este território "mais atrativo e competitivo".

O anúncio foi feito hoje na apresentação da décima edição do certame, que arranca dia 24 precisamente com a apresentação oficial da marca que junta 46 entidades das regiões do Ribatejo e do Alentejo e é financiada pelo programa comunitário Alentejo 2020 para "valorizar um recurso endógeno único no mundo, em territórios de baixa densidade".

"A marca 'Montado de Sobro e Cortiça' visa fortalecer as parcerias existentes, com os vários agentes da fileira e do território, com o objetivo de obter economias de escala para um forte reconhecimento e valorização do montado, tanto a nível nacional como internacional", procurando tornar o território "melhor para viver, mais atrativo e competitivo para investir e diferenciador dos restantes produtos turísticos", refere o município de Coruche (distrito de santarém) num documento de divulgação do evento.

À apresentação da marca, às 18:00, seguir-se-á a entrega do prémio "Melhor Cortiça 2017", atribuído pela Associação de Produtores Florestais de Coruche (APFC), culminando um dia de visita pela indústria, montado e Observatório do Sobreiro e Cortiça, onde vai ser inaugurada a exposição "iCork -- News uses in Architecture 2.0", pelas 14:30. À noite, atua o humorista Nilton.

Além da mostra da fileira, a FICOR inclui seminários e conferências para debate e reflexão sobre o setor, realizando-se dia 25 a reunião anual do Centro de Competências do Sobreiro e da Cortiça, que reúne produção, indústria, administração pública, entidades científicas e tecnológicas, universidades e institutos de investigação.

Nesse dia à noite, decorre mais uma edição do desfile "Coruche Fashion Cork", conduzido pela apresentadora Vanessa Oliveira e com as participações especiais dos 'designers' de moda Pedro Pedro e Mónica Gonçalves, terminando o dia com a atuação do músico Tiago Nacarato.

No sábado, dia 26, o diretor executivo da Cork Forest Conservation Alliance, Patrick Spencer, estará presente no colóquio "Montado de Sobro -- Património Natural e Cultural, um recurso turístico de excelência", a que se seguirá "uma experiência no montado, com almoço tradicional", terminando o dia com a fadista Cuca Roseta.

O último dia do certame inclui no programa a 14.ª Corrida das Pontes e da Família e uma Corrida de Touros à Portuguesa, com os cavaleiros Francisco Palha e Luís Rouxinol Jr e os Grupos de Forcados Amadores de Coruche e Lisboa.

A FICOR volta este ano a acolher o espaço 'Wine & Cork', iniciado na edição de 2017, adianta o comunicado.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Ricardo Paes Mamede

Tudo o que a troika não fez por nós

A crítica ao "programa de ajustamento" acordado com a troika em 2011 e implementado com convicção pelo governo português até 2014 já há muito deixou de ser monopólio das mentes mais heterodoxas. Em diferentes ocasiões, as próprias instituições em causa - FMI, Banco Central Europeu (BCE) e Comissão Europeia - assumiram de forma mais ou menos explícita alguns dos erros cometidos e as consequências que deles resultaram para a economia e a sociedade portuguesas. O relatório agora publicado pela Organização Internacional do Trabalho ("Trabalho Digno em Portugal 2008-2018: da Crise à Recuperação") veio questionar os mitos que ainda restam sobre a bondade do que se fez neste país num dos períodos mais negros da sua história democrática.

Premium

João Gobern

Simone e outros ciclones

O mais fácil é fazer coincidir com o avanço da idade o crescimento da necessidade - também um enorme prazer, em caso de dúvida - de conversar e, mais especificamente, do desejo de ouvir quem merece. De outra forma, tornar-se-ia estranho e incoerente estar às portas de uma década consecutiva em programas de rádio (dois, sempre com parceiros que acrescentam) que se interessam por escutar histórias e fazer eco de ideias e que fazem "gala" de dar espaço e tempo a quem se desafia para vir falar. Não valorizo demasiado a idade, porque mantenho intacta a certeza de que se aprende muito com os mais novos, e não apenas com aqueles que cronologicamente nos antecederam. Há, no entanto, uma diferença substancial, quando se escuta - e tenta estimular-se aqueles que, por vias distintas, passaram pelo "olho do furacão". Viveram mais (com o devido respeito, "vivenciaram" fica para os que têm pressa de estar na moda...), experimentaram mais, enfrentaram batalhas e circunstâncias que, de alguma forma, nos podem ser úteis muito além da teoria. Acredito piamente que há pessoas, sem distinção de sexo, raça, religião ou aptidões socioprofissionais, que nos valem como memória viva, num momento em que esta parece cada vez mais ausente do nosso quotidiano, demasiado temperado pelo imediato, pelo efémero, pelo trivial.

Premium

Henrique Burnay

Isabel Moreira ou Churchill

Numa das muitas histórias que lhe são atribuídas, sem serem necessariamente verdadeiras, em resposta a um jovem deputado que, apontando para a bancada dos Trabalhistas, perguntou se era ali que se sentavam os seus inimigos, Churchill teria dito que não: "Ali sentam-se os nossos adversários, os nossos inimigos sentam-se aqui (do mesmo lado)." Verdadeira ou não, a história tem uma piada e duas lições. Depois de ler o que publicou no Expresso na semana passada, é evidente que a deputada Isabel Moreira não se teria rido de uma, nem percebido as outras duas.