Confederação patronal moçambicana critica falta de clareza na emissão de bilhetes de tesouro

O presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), a maior confederação patronal do país, criticou hoje o banco central pela falta de clareza na emissão de bilhetes de tesouro, alertando para o agravamento do "endividamento desenfreado".

"Não há clareza sobre o propósito destas emissões de bilhetes de tesouro, é importante que haja uma melhor comunicação para não se agitar o mercado", declarou Agostinho Vuma.

Insistindo que o setor privado moçambicano acompanha com "grande preocupação" a atuação do banco central na questão dos bilhetes de tesouro, o presidente da CTA assinalou que operações do género levaram à escassez e encarecimento de crédito para o setor privado, provocando a falência de muitas empresas.

O Banco de Moçambique anunciou no dia 11 deste mês que irá efetuar "uma colocação de Bilhetes do Tesouro (BT) em leilão do tipo B, dirigido às instituições financeiras não monetárias", mas não indicou quando o fará nem os montantes envolvidos.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Ferreira Fernandes

A Europa, da gasolina lusa ao palhaço ucraniano

Estamos assim, perdidos algures entre as urnas eleitorais e o comando da televisão. As urnas estão mortas e o nosso comando não é nenhum. Mas, ao menos, em advogado de Maserati que conduz sindicalistas podíamos não ver matéria de gente rija como cornos. Matéria perigosa, sim. Em Portugal como mais a leste. Segue o relato longínquo para vermos perto.Ontem, defrontaram-se os dois candidatos a presidir a Ucrânia. Não é assunto irrelevante apesar de vivermos no outro extremo da Europa. Afinal, num canto ainda mais a leste daquele país há uma guerra civil meio instigada pelos russos - e hoje sabemos, como não sabíamos ainda há pouco, que as guerras de anteontem podem voltar.

Premium

Marisa Matias

Greta Thunberg

A Antonia estava em Estrasburgo e aproveitou para vir ao Parlamento assistir ao discurso da Greta Thunberg, que para ela é uma heroína. A menina de 7 ou 8 anos emocionou-se quando a Greta se emocionou e não descolou os olhos enquanto ela falava. Quando, no final do discurso, se passou à ronda dos grupos parlamentares, a Antonia perguntou se podia sair. Disse que tinha entendido tudo o que a Greta tinha dito, mas que lhe custava estar ali porque não percebia nada do que diziam as pessoas que estavam agora a falar. Poucos minutos antes de a Antonia ter pedido para sair, eu tinha comentado com a minha colega Jude, com quem a Antonia estava, que me envergonhava a forma como os grupos parlamentares estavam a dirigir-se a Greta.