Concessão dos transportes urbanos de Aveiro transportou 500 mil nos primeiros 6 meses

O presidente da Câmara de Aveiro, Ribau Esteves (PSD/CDS/PPM), revelou hoje que nos primeiros seis meses da concessão dos transportes públicos da cidade foram transportadas cerca de 500 mil pessoas.

"Entre janeiro e junho de 2017, o nosso concessionário transportou cerca de meio milhão de passageiros nos autocarros e nas embarcações. Portanto, a operação tem cumprido os seus objetivos", disse Ribau Esteves.

O autarca falava à agência Lusa à margem da apresentação pública de um autocarro elétrico que vai ser integrado na rede Aveirobus, operada pelo grupo Trasdev, nas próximas duas semanas, para testar o desempenho da viatura.

Depois de um arranque da concessão "muito difícil", com "muitos erros e muitos problemas nos dois primeiros meses" em termos de qualidade do serviço prestado, Ribau Esteves realça que a situação melhorou depois de a autarquia e o concessionário terem tomado um conjunto de medidas de gestão.

"Hoje, estamos no oitavo mês da operação e claramente a prestação da concessão é boa. Estamos num patamar bom", afirmou o autarca, adiantando que ainda há "poucos e pequenos" aspetos a corrigir, relacionados com o ajustamento do horário de algumas carreiras.

O presidente da Câmara referiu ainda que vão continuar a trabalhar em conjunto com o concessionário, para poder aceder rapidamente a um patamar "muito bom, de excelência".

"Aquilo que temos hoje é muito melhor do que tínhamos em março e muito melhor do que tínhamos antes da concessão, nomeadamente, os autocarros", vincou Ribau Esteves.

Lembrando que "quase todos os autocarros da Moveaveiro foram para a sucata", o autarca disse que a rede Aveirobus tem "autocarros novos com grande qualidade" e, a partir de junho de 2018, vai contar com três viaturas elétricas, num investimento de cerca de 1,4 milhões de euros, que será comparticipado por fundos comunitários.

Na mesma ocasião, o presidente da Câmara revelou que a obra de reabilitação do Centro Coordenador de Transportes (CCT) está a aguardar o visto no Tribunal de Contas, devendo a empreitada arrancar no início do mês de setembro.

A requalificação do antigo CCT, que representará um investimento de cerca de meio milhão de euros, é uma das obrigações do contrato de concessão dos transportes urbanos, celebrado entre o município e o grupo Transdev, que vai durar 20 anos.

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