Comerciantes de Viseu defendem reabertura de sala de cinema no centro da cidade

Comerciantes de Viseu estão a colaborar na recolha de assinaturas para uma petição que defende a reabertura da sala de cinema Ícaro, por considerarem que iria ajudar a revitalizar o comércio do centro da cidade.

Intitulada "Viseu precisa do Cinema Ícaro", a petição foi lançada no início de julho e pode, a partir de agora, ser assinada em vários estabelecimentos comerciais das Galerias Ícaro, da Rua Alexandre Herculano e da Avenida Calouste Gulbenkian.

Segundo os promotores da petição, "é unânime junto dos comerciantes contactados que a reabertura desta sala ajudaria a fortalecer toda a zona comercial do centro da cidade" de Viseu.

No seu entender, o funcionamento da sala de cinema, que está encerrada há cerca de 15 anos, "seria mais um fator de sobrevivência e rejuvenescimento do tecido comercial do centro, de rua e de proximidade".

"Os comerciantes das Galerias Ícaro e das redondezas sentiram o choque da centralização do comércio em grandes superfícies desligadas da rotina da cidade", referem.

A reabertura da sala "iria certamente proporcionar uma nova vida a toda a zona, ao comércio envolvente e às próprias galerias, atraindo mais pessoas e ajudando a revitalizar toda esta área do centro de Viseu", acrescentam.

A sala de cinema tem 172 lugares, "o que permitiria servir de auditório para múltiplos eventos", de que são exemplo concertos, conversas, performances, espetáculos de dança, debates, tertúlias, congressos, recitais e apresentações de livros.

"O Ícaro deve ser devolvido aos viseenses e a todos os agentes culturais da cidade, de forma a dar-lhe uma vida como nunca teve e com uma programação cultural diversificada e dinâmica", defendem os promotores da petição.

Os peticionários apelam ao município de Viseu "que encontre, junto dos programadores, agentes e associações locais, uma forma de preservar o espaço e devolvê-lo à cidade e à cidadania".

Ler mais

Exclusivos

Premium

Henrique Burnay

A ameaça dos campeões europeus

No dia 6 de fevereiro, Margrethe Vestager, numa só decisão, fez várias coisas importantes para o futuro da Europa, mas (quase) só os jornais económicos repararam. A comissária europeia para a Concorrência, ao impedir a compra da Alstom pela Siemens, mostrou que, onde a Comissão manda, manda mais do que os Estados membros, mesmo os grandes; e, por isso mesmo, fez a Alemanha e a França dizerem que querem rever as regras do jogo; relançou o debate sobre se a Europa precisa, ou não (e em que condições), de campeões para competir na economia global; e arrasou com as suas possibilidades (se é que existiam) de vir a suceder a Jean-Claude Juncker.

Premium

Anselmo Borges

Islamofobia e cristianofobia

1. Não há dúvida de que a visita do Papa Francisco aos Emirados Árabes Unidos de 3 a 5 deste mês constituiu uma visita para a história, como aqui procurei mostrar na semana passada. O próprio Francisco caracterizou a sua viagem como "uma nova página no diálogo entre cristianismo e islão". É preciso ler e estudar o "Documento sobre a fraternidade humana", então assinado por ele e pelo grande imã de Al-Azhar. Também foi a primeira vez que um Papa celebrou missa para 150 mil cristãos na Península Arábica, berço do islão, num espaço público.

Premium

Adriano Moreira

Uma ameaça à cidadania

A conquista ocidental, que com ela procurou ocidentalizar o mundo em que agora crescem os emergentes que parecem desenhar-lhe o outono, do modelo democrático-liberal, no qual a cidadania implica o dever de votar, escolhendo entre propostas claras a que lhe parece mais adequada para servir o interesse comum, nacional e internacional, tem sofrido fragilidades que vão para além da reforma do sistema porque vão no sentido de o substituir. Não há muitas décadas, a última foi a da lembrança que deixou rasto na Segunda Guerra Mundial, pelo que a ameaça regressa a várias latitudes.