Comercialização de carne de bovino nos Açores cresce desde 2017

A comercialização de carne de bovino nos Açores registou um crescimento de 11% nos primeiros oito meses de 2018, em relação ao período homólogo, na sequência do abate de 48 mil animais, informou hoje o Governo Regional.

Dos abates resultaram, no total, 11 mil toneladas de carne, absorvidas em 55% pela exportação, enquanto o restante foi canalizado para o mercado interno.

Segundo a Secretaria Regional da Agricultura e Florestas, entre janeiro e agosto registou-se um crescimento de 3,2% no consumo local e de 18% na exportação de carne de bovino.

Também nos abates de bovinos com Identificação Geográfica Protegida (IGP), cuja carne é mais valorizada no mercado, assistiu-se a um crescimento, neste caso de cerca de 30%.

De acordo com a nota de imprensa, estes indicadores "traduzem a dinâmica de crescimento e de afirmação sustentável da fileira da carne no contexto do setor agrícola dos Açores".

Para a Secretaria Regional da Agricultura e Florestas a "situação favorável que se verifica no mercado da carne de bovino é resultado da aposta estratégica do Governo dos Açores nesta fileira", que passou por investimentos realizados na rede regional de abate e pelo "grande trabalho que os agricultores têm feito ao nível da melhoria constante das suas produções".

A carne dos Açores provém das carcaças de bovinos nascidos, criados e abatidos na região, segundo os moldes tradicionais, estando as suas caraterísticas "intimamente ligadas, por um lado, às condições edafoclimáticas (solo e clima) dos Açores, propícias à criação de gado em pastagens naturais" e, por outro, aos "métodos ancestrais de alimentação e condução do gado seguido pelas populações da região".

A alimentação das crias é efetuada de modo tradicional, com leite materno, pelo menos até cerca dos três meses, e a partir desta idade é fornecida uma alimentação tradicional, constituída por erva das pastagens naturais ou melhoradas.

Até serem abatidos, os animais são alimentados com pastagens, sendo muitas vezes complementada a sua alimentação com silagens e fenos obtidos nas próprias pastagens e com concentrados energéticos e proteicos.

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