CIM trasmontana vai pedir audiência ao Governo para saber futuro do IC5

A Comunidade Intermunicipal Terras de Trás-os-Montes anunciou hoje que vai pedir uma audiência ao ministro das Infraestruturas saber qual será o futuro do Itinerário Complementar 5, na sequência da mudança de gestão da rodovia.

"Até agora ninguém nos recebeu, apesar do pedido enviado. Pretendemos desta vez que seja o senhor ministro [Pedro Marques] a receber-nos para se perceber o que está a ser feito e sem consultar os autarcas que são servidos pelo IC5", disse à Lusa o presidente da Comunidade Intermunicipal (CIM) transmontana, Artur Nunes.

Os nove autarcas dos concelhos que integram a CIM, que hoje se reuniram em Mogadouro, pretendem saber se o IC5, que liga Murça a Miranda do Douro, vai ser "desclassificado" ou se "o Governo vai cortar a concessão".

"No fundo, o que pretendemos saber é se o nível de serviços até aqui existentes se vão manter, ou se vão cortar em alguns deles, como é caso da videovigilância ou da manutenção da via", vincou o também autarca de Miranda do Douro.

Artur Nunes adiantou que o investimento em rodovias, no distrito da Bragança, é um dos mais baixos do país "e nesta matéria também não há conhecimento de verbas para aplicar na manutenção de uma via estruturante como é o IC5".

"Já por duas ou três vezes pedimos ao senhor secretário de Estado da tutela uma reunião, para melhor se perceber as pretensões da empresa Infraestruturas de Portugal, relativamente ao futuro do IC. Nas diferentes solicitações já feitas, nunca obtivemos uma resposta ou uma predisposição para sermos recebidos", lamentou.

O IC5 abriu ao tráfego automóvel a 02 maio de 2012, sendo um itinerário transversal que se desenvolve entre os distritos de Vila Real e Bragança, ligando Murça a Miranda do Douro, numa extensão aproximada de 132 quilómetros, servindo os concelhos de Murça, Alijó, Carrazeda de Ansiães, Vila Flor, Alfandega da Fé, Mogadouro e Miranda do Douro.

O IC5 é conhecido pela "Estrada da Justiça" já que o território do sul do Distrito de Bragança, esteve à espera deste traçado mais de duas décadas, e que veio encurtar distâncias entre o litoral e o interior.

"É injusto começar por 'caçar' a concessão de uma estrada que é apelidada pelas populações de Estrada da Justiça", enfatizou o presidente da CIM.

Os nove autarcas que integram a CIM transmontana estão convencidos de que a saída da concessão da Ascendi vai criar problemas a vários níveis que têm a ver com a própria segurança do IC5 e a perda de postos de trabalhos, existentes nos postos de controlo, situados em vários pontos do Itinerário.

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