CIM transmontana apresenta ao Governo prioridades para desenvolvimento do território

A Comunidade Intermunicipal (CIM) Terras de Trás-os-Montes apresentou hoje ao Governo prioridades estratégicas de investimento para o território para a próxima década, onde consta o prolongamento do IC5 para Espanha e ligações internas rodoviárias e ferroviárias prioritárias.

"Os autarcas de Vimioso e Vinhais apresentaram na última reunião do Conselho Intermunicipal da CIM, que decorreu em Mogadouro, a vontade de ver incluídas no Programa Nacional de Investimentos (PIN) 2030 as ligações rodoviárias de Bragança - Vimioso e Bragança - Vinhais", disse à Lusa o presidente da CIM transmontana, Artur Nunes.

Por outro lado, os autarcas do sul do distrito de Bragança manifestaram a pretensão sobre "a ambicionada" conclusão da ligação do Itinerário Complementar (IC5) a Espanha.

"Outra das vontades que foi expressa ao Governo é a construção da ligação, com perfil de Itinerário Principal de Bragança a Espanha, via Puebla de Sanábria", referiu Artur Nunes.

No domínio da conectividade regional, foi ainda considerada como "fulcral" a inclusão da ligação Macedo de Cavaleiros -Vinhais- Godinha, prolongando-se para a região da Galiza (Espanha), com perfil de Itinerário Principal.

Os autarcas dos nove concelhos que integram a CIM consideram também essencial "o reforço do aeródromo de Mogadouro e a construção de um Aeroporto Regional em Bragança", vincou o também presidente da câmara de Miranda do Douro.

Outra das pretensões elencadas é criação de um corredor ferroviário entre o Porto de Leixões e Zamora e a criação de um Centro de Logística no território trasmontano.

A Comunidade Intermunicipal das Terras de Trás-os-Montes defendeu a necessidade de executar infraestruturas que melhorem "a conectividade externa e interna do território.

Os principais eixos estruturantes para o desenvolvimento económico e social do território passam pelo investimento na mobilidade e nos transportes", enfatizou o presidente da CIM.

A CIM transmontana tem vindo a defender como prioritários, num quadro de um desenvolvimento sustentável do território, investimentos nestas áreas, reivindicando junto do Governo o reforço do investimento, a conclusão de infraestruturas estruturantes e a implementação de projetos que vão ao encontro das especificidades deste território de baixa densidade e contribuam para a coesão e desenvolvimento territorial.

Outra das necessidades apontadas para o PIN 2030 passa pelo reforço e melhoria da rede de banda larga na região.

"Estes são investimentos tidos como fundamentais para atrair investimento, dinamizando a economia local e contribuindo para contrariar a o despovoamento e isolamento do território", afirmaram os autarcas do Nordeste Transmontano, na reunião do conselho intermunicipal, que decorreu no dia 12 de setembro, Mogadouro, e que foram hoje apresentados ao ministro do Planeamento e Infraestruturas, Pedro Marques e ao secretário de Estado da Energia, Jorge Seguro Sanches.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Ricardo Paes Mamede

O populismo entre nós

O sucesso eleitoral de movimentos e líderes populistas conservadores um pouco por todo o mundo (EUA, Brasil, Filipinas, Turquia, Itália, França, Alemanha, etc.) suscita apreensão nos países que ainda não foram contagiados pelo vírus. Em Portugal vários grupúsculos e pequenos líderes tentam aproveitar o ar dos tempos, aspirando a tornar-se os Trumps, Bolsonaros ou Salvinis lusitanos. Até prova em contrário, estas imitações de baixa qualidade parecem condenadas ao fracasso. Isso não significa, porém, que o país esteja livre de populismos da mesma espécie. Os riscos, porém, vêm de outras paragens, a mais óbvia das quais já é antiga, mas perdura por boas e más razões - o populismo territorial.

Premium

João Gobern

Navegar é preciso. Aventuras e Piqueniques

Uma leitura cruzada, à cata de outras realidades e acontecimentos, deixa-me diante de uma data que, confesso, chega e sobra para impressionar: na próxima semana - mais exatamente a 28 de novembro - cumpre-se meio século sobre a morte de Enid Blyton (1897-1968). Acontece que a controversa escritora inglesa, um daqueles exemplos que justifica a ideia que cabe na expressão "vícios privados, públicas virtudes", foi a minha primeira grande referência na aproximação aos livros. Com a ajuda das circunstâncias, é certo - uma doença, chata e "comprida", obrigou-me a um "repouso" de vários meses, longe da escola, dos recreios e dos amigos nos idos pré-históricos de 1966. Esse "retiro" foi mitigado em duas frentes: a chegada de um televisor para servir o agregado familiar - com direito a escalas militantes e fervorosas no Mundial de Futebol jogado em Inglaterra, mas sobretudo entregue a Eusébio e aos Magriços, e os livros dos Cinco (no original The Famous Five), nada menos do que 21, todos lidos nesse "período de convalescença", de um forma febril - o que, em concreto, nada a tinha que ver com a maleita.