CDS/Açores denuncia "atentado à tradição e cultura" na ilha do Corvo

O líder do CDS-PP nos Açores, Artur Lima, denunciou hoje o que diz ser um "atentado à tradição e à cultura" na ilha do Corvo, por via de uma "recuperação deficiente" da calçada tradicional no centro histórico da vila.

Em nota enviada à imprensa, o líder dos centristas açorianos, que esteve nos últimos dias em visita à ilha mais pequena da região, diz ter-se inteirado de "diversos problemas" no Corvo que "condicionam o desenvolvimento económico e social" da ilha.

Além da questão da calçada tradicional, que pode trazer "problemas de inundações às casas particulares", Artur Lima chama a atenção para os reservatórios de água da ilha, que estão "vazios", o que "pode trazer problemas à agricultura e lavoura do Corvo, se o verão for novamente seco".

"A gestão e manutenção desses reservatórios de água é da responsabilidade da Câmara Municipal do Corvo, que se mostra incapaz de resolver o problema. Assim sendo, cabe ao Governo Regional intervir em defesa da população do Corvo, resolvendo esta situação", frisou, citado na nota de imprensa do CDS-PP.

Quer o Governo Regional quer a autarquia local são do PS, sendo que no final do mês o executivo desloca-se à ilha em visita estatutária.

No que refere à praia de areia do Corvo, que já tinha motivado uma intervenção parlamentar recente do PPM, o líder do CDS nos Açores pede que sejam restabelecidas as "condições originais" do espaço, depois de uma intervenção que deixou o espaço "repleto de pedras".

Artur Lima reuniu-se também com pescadores da ilha, pedindo que estes sejam ouvidos pelo executivo regional e pela autarquia de modo a que sejam promovidas melhorias na suas "condições de exercício de atividade".

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É procurador no Tribunal de Cascais há 25 anos. Escolheu sempre a área de família e menores. Hoje ainda se choca com o facto de ser uma das áreas da sociedade em que não se investe muito, quer em meios quer em estratégia. Por isso, defende que ainda há situações em que o Estado deveria intervir, outras que deveriam mudar. Tudo pelo superior interesse da criança.