Câmara de Matosinhos faz documento conjunto sobre obras no quebra-mar de Leixões

A Câmara de Matosinhos vai elaborar um documento conjunto com as propostas e preocupações das várias forças políticas relativamente ao prolongamento do quebra-mar do Porto de Leixões, que vai ser votado na próxima segunda-feira em reunião privada extraordinária.

Esta tarde, durante cerca de quatro horas, os vereadores discutiram esta empreitada que, desde que foi anunciada pela ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, tem levantado várias dúvidas quantos aos seus impactos, originando mesmo uma petição pública.

O prolongamento de 300 metros no quebra-mar exterior -- que permanece inalterado desde 1940 -- tem por objetivo reforçar a segurança na entrada da barra e melhorar a operacionalidade, garantindo uma acessibilidade mais segura e facilitada nas diversas condições "meteo-marítimas".

Depois da reunião do executivo municipal, agendada para segunda-feira à tarde, seguir-se-á, à noite, uma sessão extraordinária da Assembleia Municipal de Matosinhos com este assunto como ponto único na agenda.

Na semana passada, a ministra do Mar reuniu com os executivos das câmaras de Matosinhos e do Porto, o conselho de administração da Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL), os vice-presidentes da Agência Portuguesa do Ambiente e da Comunidade Portuária de Leixões e o provedor do cliente de Leixões.

No final, e em declarações aos jornalistas, a governante anunciou que a Câmara Municipal do Porto vai integrar o grupo de trabalho constituído pela autarquia de Matosinhos e a APDL para acompanhar a obra de prolongamento do quebra-mar.

Ana Paula Vitorino explicou que o grupo de trabalho, que já existia e ao qual agora se junta o Porto, vai identificar e inventariar as soluções para eventuais problemas que possam surgir com a empreitada.

Durante o fim de semana, o PSD/Matosinhos exigiu que as obras de prolongamento "não se iniciem enquanto não houver um aprofundamento do estudo de impacto ambiental", apresentando "respostas conclusivas" e afastando "dúvidas" sobre a empreitada.

Exclusivos

Premium

Maria Antónia de Almeida Santos

Uma opinião sustentável

De um ponto de vista global e a nível histórico, poucos conceitos têm sido tão úteis e operativos como o do desenvolvimento sustentável. Trouxe-nos a noção do sistémico, no sentido em que cimentou a ideia de que as ações, individuais ou em grupo, têm reflexo no conjunto de todos. Semeou também a consciência do "sustentável" como algo capaz de suprir as necessidades do presente sem comprometer o futuro do planeta. Na sequência, surgiu também o pressuposto de que a diversidade cultural é tão importante como a biodiversidade e, hoje, a pobreza no mundo, a inclusão, a demografia e a migração entram na ordem do dia da discussão mundial.