Em causa estão duas casas e respetivos logradouros, cuja existência é anterior à construção do parque escolar de Esgueira e que faz com que a vedação da escola tenha de as contornar..Durante vários anos a insólita situação nem sempre deu azo a relações de boa vizinhança, com queixas recíprocas. Os miúdos, ao jogar no recreio deixavam a bola ir para os quintais e depois saltavam a vedação para a ir buscar. O resultado era a horta calcada e, por vezes, bolas perdidas que apareciam furadas, relatou à Lusa uma das professoras..Para minorar os problemas a própria escola alteou a vedação naquele ponto, com a colocação de rede mais alta a contornar os quintais, mas o autarca quer resolver o problema de vez, até porque está tomada a opção de transferir para a Escola Aires Barbosa a pré e o 1º ciclo que atualmente são lecionados na Escola das Cardadeiras. ."Há ali duas propriedades, as duas com construções habitadas, e estamos a negociar a compra desses dois retângulos de terreno que entram pela escola dentro, para fecharmos o perímetro escolar", revelou Ribau Esteves, afirmando que a autarquia está "a trabalhar para chegar a acordo com os proprietários no sentido de pagar o justo valor pelos terrenos"..Ribau Esteves refere que "na altura (da construção da escola) não devem ter conseguido comprar aquelas parcelas, talvez por ter habitação e gente lá viver, o que a autarquia pretende agora concretizar para fazer o fecho e a integração total daquela área..O presidente da Câmara de Aveiro admite que, fechado o negócio para a compra dos dois terrenos, venha a ser realizada a ampliação da Escola Aires Barbosa que, em todo o caso, vai ser requalificada. .Ribau Esteves adianta que a opção política de transferir o pré e o primeiro ciclo da Escola das Cardadeiras para a Escola Aires Barbosa está tomada, apesar da primeira não ter problemas estruturais e estar bem conservada. ."A Escola das Cardadeiras é uma escola que está bem. Tem é problemas de modernidade, alguns problemas de conforto nas exigências de hoje e o grande problema da fruição dos espaços cobertos para a prática desportiva e para a cantina. Queremos que as crianças deixem de andar a atravessar a estrada, no mínimo uma vez por dia e às vezes duas, para irem fazer educação física ou a refeição do almoço e essa é uma situação determinante", justificou..Lusa / Fim