Câmara da Covilhã executou 43,7 milhões de euros e reduziu dívida em 2018

Covilhã, Castelo Branco, 23 abr 2019 (Lusa) - A Câmara da Covilhã aprovou hoje o Relatório e Contas de 2018, que reflete uma execução orçamental de 43,7 milhões de euros e uma redução da dívida, referiu o presidente deste município do distrito de Castelo Branco.

"Estas contas, que hoje aprovamos, contêm números históricos e resultados imbatíveis, que dizem bem do esforço que temos feito no sentido de estabilizar definitivamente as nossas finanças. Estamos a falar de uma execução orçamental de 85% e da redução do endividamento, sendo que deixámos de estar na zona vermelha e passámos ao princípio de normalização da nossa vida financeira", afirmou Vítor Pereira (PS).

O autarca falava após a reunião privada do executivo, durante a qual o Relatório e Contas relativo a 2018 foi aprovado por maioria, com o voto contra do CDS-PP.

De acordo com os dados da autarquia, o valor global do orçamento de 2018 fixou-se em 51 milhões de euros e foram executados 43,7 milhões, o que representa uma taxa de execução de 85%, que foi classificada como uma "marca inigualável" pelo autarca socialista.

"É uma execução que não é fictícia. É real, concreta e objetiva e os números não enganam, estão lá e não dão margem para dúvidas", afirmou Vítor Pereira.

O presidente da câmara sublinhou ainda a redução da dívida alcançada desde que tomou posse para o primeiro mandato e referiu que, desde 2013, o passivo global já passou de 150 milhões de euros para os 76 milhões de euros.

Segundo acrescentou, no último ano, o passivo global diminuiu em 16 milhões de euros e parte dessa redução é relativa à dívida bancária, que passou dos 45,8 milhões de euros para 37,5 milhões.

"Estamos nos 148% de nível de endividamento, sendo que, quando chegámos à câmara, estávamos em 297%" acrescentou.

Resultados que, ainda assim, mereceram o voto contra do vereador centrista José Luís Adriano que, em substituição de Adolfo Mesquita Nunes, foi o único vereador da oposição presente nesta reunião.

O vereador do CDS considerou que a execução apontada pela maioria é "enganadora" e sublinhou que houve execuções "manifestamente insuficientes e reveladoras da ineficácia da gestão autárquica".

Na análise do CDS verifica-se que há várias rubricas com baixa execução, tais como a construção e reparação de edifícios (6,2%), os transportes (23,6%), a proteção civil e luta contra incêndios (36%) ou a requalificação urbana (0%).

José Luís Adriano referiu ainda que redução da dívida poderia ter sido superior se a Câmara tivesse ido mais longe e alargado o valor da operação de substituição e amortização de dívida e criticou o aumento de 600 mil euros que se verifica nas despesas com pessoal, quando simultaneamente se continua a proceder à contratação de serviços externos.

Na resposta, Vítor Pereira referiu que o aumento das despesas com pessoal decorre da reposição de direito e da integração de trabalhadores precários e reiterou que os números "são paradigmáticos" e "históricos".

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