Bruxelas diz que agricultura pode reinventar-se respeitando a tradição

O vice-diretor-geral da área de Investigação e Inovação da Comissão Europeia, Wolfgang Burtscher, defendeu hoje, em Bruxelas, que a agricultura europeia pode reinventar-se, apoiando-se na digitalização, respeitando a tradição.

"A Agricultura é sempre capaz de se reinventar, respeitando as tradições e abraçando a inovação, a tecnologia e novas formas de trabalho", disse Wolfgang Burtscher, que falava em Bruxelas na conferência "Digitalização: oportunidades para a agricultura europeia", substituindo o comissário Carlos Moedas, que cancelou a sua presença no evento.

Para o responsável da Comissão Europeia, a agricultura enfrenta "sérios desafios" como a poluição e as alterações climáticas, sendo uma atividade que contribui, mas também sofre com o impacto destas.

No entanto, Wolfgang Burtscher notou que a sociedade nem sempre está preparada para aceitar as novas tecnologias, devendo, por isso, começar a mudança em áreas como a educação.

Apesar de não adiantar mais detalhes, o vice-diretor-geral da área de Investigação e Inovação da Comissão Europeia referiu que a Política Agrícola Comum (PAC) pós 2020, terá assim um reforço em áreas como a tecnologia e digitalização.

Segundo a Comissão Europeia, a PAC pós 2020 será dotada, globalmente, com um orçamento de 365 mil milhões de euros, prevendo uma nova forma de trabalhar, uma distribuição mais justa dos apoios, maiores ambições no domínio do ambiente e utilização intensiva dos conhecimentos e da inovação.

No âmbito da PAC, a principal meta do Governo português é a manutenção da taxa de cofinanciamento nacional que, atualmente, está nos 15% e a União Europeia (UE) propõe que passe a 30%.

Entre as reivindicações do Governo estava ainda a manutenção do nível de apoios no primeiro pilar (pagamentos diretos aos agricultores) e no segundo pilar (desenvolvimento rural) da PAC, metas que já foram atingidas.

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