Bombeiros da Cruz Verde aplicam 500 mil euros em centro de formação em Vila Real

Os Bombeiros da Cruz Verde, de Vila Real, inauguram no sábado um centro de instrução que representa um investimento de meio milhão de euros para formar os voluntários a diferentes níveis, como os incêndios urbanos, desencarceramento ou resgate.

O comandante da corporação, Miguel Fonseca, disse hoje à agência Lusa que se trata de "uma unidade operacional com várias valências para a formação dos bombeiros".

Naquele espaço, os voluntários poderão fazer formação teórica e prática de combate a incêndios urbanos, trabalhando com fogo real, de busca e salvamento, resgate em grande ângulo, acidentes e desencarceramento e até habituação a espaços confinados, já que o centro possui uma rede de túneis com cerca de 40 metros que vão desaguar na torre.

Este equipamento vai integrar a Unidade Local de Formação, que resulta de um protocolo de cooperação entre a Escola Nacional de Bombeiros, a Câmara de Vila Real, a Federação dos Bombeiros Distrital e as duas associações de bombeiros da cidade, a Cruz Verde e a Cruz Branca.

O objetivo desta Unidade Local é o desenvolvimento da atividade formativa para os bombeiros do distrito e outros agentes de proteção civil.

Miguel Fonseca referiu que, de forma a tentar rentabilizar o centro, vão ser também desenvolvidas ações de formação para empresas, por exemplo, a nível de intervenção em caso de incêndios ou de primeiros socorros.

O comandante disse que depois da ampliação do quartel, no centro da cidade, os bombeiros ficaram com "uma lacuna" a nível de espaço para a formação, pelo que se decidiu aproveitar o terreno cedido pelo município para avançar com o projeto.

O centro de formação e instrução custou cerca de meio milhão de euros, um investimento da própria associação humanitária com o apoio de empresas e beneméritos.

Foi um projeto planeado a várias fases e que, logo no início, sofreu um contratempo com a insolvência da empresa a quem a obra foi adjudicada.

"Não foi uma obra fácil, mas mostra a boa gestão financeira e operacional que esta associação tem e que permitiu concretizar este sonho antigo que era um centro de formação específico", salientou Miguel Fonseca.

A corporação possui 97 elementos no quadro ativo, um número que o comandante disse que tem sido "difícil de manter" devido aos poucos incentivos ao voluntariado e às saídas que se vão verificando anualmente.

Por isso mesmo, também todos os anos, a Cruz Verde promove uma escola de formação, que em média atrai entre 15 a 20 elementos, e ajuda a colmatar as saídas.

Miguel Fonseca disse acreditar que o novo centro vai motivar e até ajudar a atrair mais voluntários à corporação.

A cerimónia de inauguração, no sábado, vai ser presidida pelo secretário de Estado da Proteção Civil, José Artur Neves.

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