BES: Lesados da Venezuela e África do Sul acreditam que haverá solução para os seus casos

A presidente da Associação de Lesados da Venezuela disse hoje que têm corrido bem os contactos com o Governo e disse acreditar que será encontrada uma solução para os lesados do BES da Venezuela e África do Sul.

"Pensamos que está aberta uma solução para os lesados da Venezuela e África do Sul, muito parecida com a que há para os lesados do papel comercial", disse à Lusa Sara Freitas, que regressou já à Venezuela depois de ter estado em Portugal en contactos com responsáveis do Governo para debater uma solução que compense parcialmente o dinheiro perdido.

A porta-voz destes lesados, que esteve reunida em São Bento com Mariana Melo Egídio, assessora do gabinete do primeiro-ministro, afirmou que ainda este mês responsáveis da associação deverão ser ouvidos no parlamento.

O objetivo é que posteriormente comecem a elaborar um fundo de recuperação de créditos semelhante ao que está a ser constituído para os lesados do papel comercial vendido pelo BES.

Os lesados da Venezuela e África do Sul sofreram com o colapso do Banco Espírito Santo (BES), depois de terem comprado produtos financeiros nas sucursais exteriores do banco que nunca foram reembolsados.

Estes clientes investiram dinheiro em vários produtos vendidos pelo banco, desde logo papel comercial da ESI, mas ficaram de fora da solução negociada com o Governo por estes títulos terem sido adquiridos em sucursais externas do BES.

Há ainda outros produtos vendidos pelo BES que fizeram estes clientes perder dinheiro, como títulos de empresas do Grupo Espírito Santo, caso da Escom (que atuava sobretudo em Angola).

Sara Freitas disse à Lusa que, dos lesados da Venezuela, estão em causa 150 contas (cada uma pode ter mais do que um titular) no total de cerca de 60 milhões de euros.

Já da África do Sul os lesados são cerca de 100 e o investimento perdido de 53 milhões de euros.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Ferreira Fernandes

A Europa, da gasolina lusa ao palhaço ucraniano

Estamos assim, perdidos algures entre as urnas eleitorais e o comando da televisão. As urnas estão mortas e o nosso comando não é nenhum. Mas, ao menos, em advogado de Maserati que conduz sindicalistas podíamos não ver matéria de gente rija como cornos. Matéria perigosa, sim. Em Portugal como mais a leste. Segue o relato longínquo para vermos perto.Ontem, defrontaram-se os dois candidatos a presidir a Ucrânia. Não é assunto irrelevante apesar de vivermos no outro extremo da Europa. Afinal, num canto ainda mais a leste daquele país há uma guerra civil meio instigada pelos russos - e hoje sabemos, como não sabíamos ainda há pouco, que as guerras de anteontem podem voltar.

Premium

Marisa Matias

Greta Thunberg

A Antonia estava em Estrasburgo e aproveitou para vir ao Parlamento assistir ao discurso da Greta Thunberg, que para ela é uma heroína. A menina de 7 ou 8 anos emocionou-se quando a Greta se emocionou e não descolou os olhos enquanto ela falava. Quando, no final do discurso, se passou à ronda dos grupos parlamentares, a Antonia perguntou se podia sair. Disse que tinha entendido tudo o que a Greta tinha dito, mas que lhe custava estar ali porque não percebia nada do que diziam as pessoas que estavam agora a falar. Poucos minutos antes de a Antonia ter pedido para sair, eu tinha comentado com a minha colega Jude, com quem a Antonia estava, que me envergonhava a forma como os grupos parlamentares estavam a dirigir-se a Greta.

Premium

Margarida Balseiro Lopes

O governo continua a enganar os professores

Nesta semana o Parlamento debateu as apreciações ao decreto-lei apresentado pelo governo, relativamente à contagem do tempo de carreira dos professores. Se não é novidade para este governo a contestação social, também não é o tema da contagem do tempo de carreira dos professores, que se tem vindo a tornar um dos mais flagrantes casos de incompetência política deste executivo, com o ministro Tiago Brandão Rodrigues à cabeça.