BCP vai compensar trabalhadores por cortes salariais "tão breve quanto possível"

O presidente executivo do Banco Comercial Português (BCP), Miguel Maya, afirmou hoje que o banco vai compensar os trabalhadores pelos cortes salariais "tão breve quanto possível", adiantando que também "há vontade" de pagar dividendos aos acionistas, sem avançar datas.

Na apresentação dos resultados relativos ao terceiro trimestre que mostram que o banco quase duplicou o lucro para 257,5 milhões de euros face ao período homólogo, Miguel Maya foi questionado pelos jornalistas quando e como irá devolver os cortes salariais aos trabalhadores do banco, um compromisso já assumido pela comissão executiva.

"O que nós vamos fazer é uma compensação pela redução, não é devolver" os cortes salariais, começou por enfatizar Miguel maya, acrescentando que "não há nenhuma dívida".

"Há um compromisso que a comissão executiva reiterou de compensar, tão breve quanto possível, esses cortes", reforçou, afirmando que o banco proporá isso mesmo à Assembleia Geral "quando for o momento oportuno".

Miguel Maya garantiu que os responsáveis do banco estão "fortemente empenhados" no tema e "perfeitamente alinhados com as organizações sindicais", sendo a única diferença "o tempo".

Quanto ao pagamento de dividendos aos acionistas, o presidente do BCP reiterou que existe "vontade" de pagar "tão breve quanto possível", adiantando que nunca anunciará antes depois da discussão com as autoridades e da discussão sobre o que são as prioridades para o banco.

O responsável sublinhou que o tema dos custos "não é um tema do passado", sublinhando que o banco "tem de apresentar um rácio de eficiência muito positivo".

Questionado sobre uma eventual nova vaga de rescisões amigáveis, o presidente do BCP disse apenas que é normal que haja saídas por reforma ou por novas oportunidades e que o banco poderá, por outro lado, admitir pessoal para áreas digitais.

O presidente executivo do banco garantiu ainda que não estão previstas mais aquisições, após a compra do Eurobank, na Polónia.

O BCP teve lucros de 257,5 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano, um acréscimo de 93,1% face ao período homólogo, anunciou hoje o banco ao mercado.

Em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), o banco liderado por Miguel Maya anunciou que a atividade em Portugal teve um "evolução muito favorável", tendo contribuído com 114,9 milhões de euros nos primeiros nove meses de 2018, comparando com 0,8 milhões de euros no mesmo período de 2017.

Já a atividade internacional aumentou 7,2%, para 140,8 milhões de euros valor que compara com os 131,3 milhões de euros no mesmo período do ano passado.

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