Bancários consideram "miserabilista" nova proposta de aumentos salariais de 0,7%

Os bancos voltaram a subir a sua proposta de aumentos salariais, para 0,7%, que os sindicatos ligados à UGT consideram miserabilista, mas que os levou a apresentar uma contraproposta mais baixa, de 2,1%, para manter negociações.

"O Grupo Negociador das Instituições de Crédito apresentou uma nova proposta de revisão salarial: acrescentou 0,1% ao valor anterior. Ou seja, defende um aumento de 0,7%", afirma a Febase (a federação sindical que agrega os sindicatos dos bancários ligados à UGT) num comunicado disponível na sua página oficial do Sindicato dos Bancários do Norte.

Há cerca de 15 dias, sessão anterior de negociações, ambas as partes alteraram as suas propostas: os bancos subiram a sua proposta para 0,6% e o Grupo Negociador da Febase contrapropôs 2,25% (a sua proposta inicial era de 3%).

Segundo a Febase, os representantes das instituições de crédito ficaram de reformular a sua última proposta, tendo apresentado então "um avanço de 0,1%, para 0,7%".

No entanto, para os representantes dos trabalhadores esta contraproposta "é miserabilista e própria de alguém que não procura entendimentos".

A Febase salienta que "salvo alguma exceção, todos os bancos regressaram aos lucros e a massa salarial não aumentou", considerando que o reforço para os Fundos de Pensões "não é argumento", já que estes Fundos "também geram mais-valias".

"Face a este pretenso avanço, o Grupo Negociador da Febase adiantou o valor de 2,1%, no intuito de manter as negociações em aberto", afirmam os representantes, considerando que "um possível entendimento ainda está longe".

As duas partes marcaram uma nova reunião para dia 22 de junho.

Já em março, o presidente do Sindicato dos Bancários do Norte tinha dito à Lusa que os trabalhadores poderão avançar para manifestações: "É tempo de os bancários começarem a ponderar ações de luta face a esta intransigência da banca", afirmou então Mário Mourão.

Os aumentos que estão a ser negociados entre sindicatos bancários e grupo negociador dos bancos serão válidos para a tabela salarial, pensões de reforma e sobrevivência e cláusulas de expressão pecuniária.

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