Autárquicas: PS candidata desenhadora Paula Chuço à Câmara de Mora

A desenhadora de construção civil Paula Chuço vai ser a candidata do PS à Câmara de Mora, no distrito de Évora, liderada pela CDU, nas eleições autárquicas de 01 de outubro, revelou hoje o partido.

Natural e residente em Mora, Paula Cristina Calado Chuço, de 48 anos, que também é explicadora, encabeça como independente a lista do PS candidata ao município alentejano.

A candidata integra a Assembleia de Freguesia de Mora, desde 2013, é presidente da Associação de Pais da Escola Básica e Secundária de Mora, desde 2008, e membro do Conselho Consultivo de Independentes da Federação de Évora do Partido Socialista.

Esta é a terceira candidatura anunciada, até hoje, ao município de Mora para as eleições autárquicas deste ano, depois de o advogado Duarte Vaz ter revelado que vai ser o candidato do PSD e da CDU ter divulgado que o presidente do município, Luís Simão, se recandidata ao cargo.

O executivo municipal é composto por quatro eleitos da CDU e um do PS.

No distrito de Évora, com 14 concelhos, a CDU lidera em seis municípios (Alandroal, Arraiolos, Évora, Montemor-o-Novo, Mora e Vila Viçosa), o PS em cinco (Mourão, Portel, Reguengos de Monsaraz, Vendas Novas e Viana do Alentejo) e os outros três (Borba, Estremoz e Redondo) são presididos por movimentos independentes.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Ricardo Paes Mamede

Legalização da canábis, um debate sóbrio 

O debate público em Portugal sobre a legalização da canábis é frequentemente tratado com displicência. Uns arrumam rapidamente o assunto como irrelevante; outros acusam os proponentes de usarem o tema como mera bandeira política. Tais atitudes fazem pouco sentido, por dois motivos. Primeiro, a discussão sobre o enquadramento legal da canábis está hoje em curso em vários pontos do mundo, não faltando bons motivos para tal. Segundo, Portugal tem bons motivos e está em boas condições para fazer esse caminho. Resta saber se há vontade.

Premium

nuno camarneiro

É Natal, é Natal

A criança puxa a mãe pela manga na direcção do corredor dos brinquedos. - Olha, mamã! Anda por aqui, anda! A mãe resiste. - Primeiro vamos ao pão, depois logo se vê... - Mas, oh, mamã! A senhora veste roupas cansadas e sapatos com gelhas e calos, as mãos são de empregada de limpeza ou operária, o rosto é um retrato de tristeza. Olho para o cesto das compras e vejo latas de atum, um quilo de arroz e dois pacotes de leite, tudo de marca branca. A menina deixa-se levar contrariada, os olhos fixados nas cores e nos brilhos que se afastam. - Depois vamos, não vamos, mamã? - Depois logo se vê, filhinha, depois logo se vê...