Autárquicas: Luís Antunes recandidata-se à Câmara da Lousã pelo PS

O autarca Luís Antunes, que se recandidata à presidência da Câmara da Lousã pelo PS, disse hoje que pretende "contribuir de forma mais substantiva" para o desenvolvimento do concelho.

O candidato quer "proporcionar cada vez mais qualidade de vida e atratividade" a este município do distrito de Coimbra, para cuja liderança foi eleito em 2013, após ter substituído Fernando Carvalho, que renunciou a meio do mandato, em 2011.

Luís Antunes, de 42 anos, disse à agência Lusa que outra prioridade da sua candidatura é "contribuir de diferentes maneiras para a coesão e harmonia social", promovendo "a marca Lousã" e a captação de novos investimentos.

O candidato desempenha funções autárquicas há 20 anos, desde que entrou para o executivo como vereador, em 1997, quando Horácio Antunes, seu pai, foi reeleito presidente da Câmara.

As acessibilidades são outras das suas preocupações para os próximos anos, numa altura em que o Governo, após vários adiamentos, anunciou para este mês a divulgação de um segundo estudo do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) sobre o Ramal da Lousã, encerrado há mais de sete anos para obras que visavam instalar um sistema de metro na linha centenária e na cidade de Coimbra, ligando a Baixa à zona dos hospitais.

"Neste momento -- defendeu -- qualquer cidadão tem de ter abertura para qualquer solução", a fim de "o mais rapidamente possível" ser reposta a mobilidade entre a Lousã e a capital do distrito, passando por Miranda do Corvo, numa extensão de 35 quilómetros.

Presidente da assembleia geral da Metro Mondego, criada em 1996 e que tem o Estado como principal acionista, integrando ainda a CP, a REFER e os municípios de Coimbra, Lousã e Miranda do Corvo, Luís Antunes salientou que o novo estudo do LNEC -- após um primeiro, encomendado pelo anterior Governo, "que foi inconclusivo" -- deverá permitir retomar o processo, fixando prazos e candidatando o projeto aos fundos europeus do Portugal 2020.

O desempenho do executivo no mandato que termina este ano corresponde a "um trabalho muito positivo", tendo em conta que coincidiu com a transição entre dois quadros comunitários de apoio, disse.

"Queremos continuar a potenciar o valor turístico do concelho", referiu, ao recordar os investimentos efetuados nos acessos aos lugares da Serra da Lousã que integram a rede Aldeias do Xisto.

Desde 2013, "conseguiu-se captar um valor significativo de fundos comunitários em diferentes áreas", frisou.

Na Lousã, o Bloco de Esquerda já escolheu também o nome da sua candidata à Câmara, a professora de História Maria Clara Aguilar, de 46 anos, apresentada numa sessão, em abril, pela líder do partido, Catarina Martins.

O PS, que preside à Câmara desde 1982, assegurou seis mandatos no executivo nas últimas eleições, enquanto o PSD elegeu um vereador.

Além destes dois partidos, o BE e a CDU estão também representados na Assembleia Municipal, com um deputado cada.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Pedro Lains

"Gilets jaunes": se querem a globalização, alguma coisa tem de ser feita

Há muito que existe um problema no mundo ocidental que precisa de uma solução. A globalização e o desenvolvimento dos mercados internacionais trazem benefícios, mas esses benefícios tendem a ser distribuídos de forma desigual. Trata-se de um problema bem identificado, com soluções conhecidas, faltando apenas a vontade política para o enfrentar. Essa vontade está em franco desenvolvimento e esperemos que os recentes acontecimentos em França sejam mais uma contribuição importante.