Autárquicas: Celeste Santos é a candidata do BE em Vila Real de Santo António

A formadora de inglês Celeste Santos vai candidatar-se pelo Bloco de Esquerda à presidência da Câmara de Vila Real de Santo António, anunciou hoje o partido.

O nome de Celeste Santos foi escolhido na sexta-feira, pela assembleia concelhia de Vila Real de Santo António do Bloco de Esquerda (BE), que também designou Mário Matos, aposentado, como candidato à presidência da Assembleia Municipal, adiantou o partido em comunicado.

Mário Mateus (Vila Real de Santo António), José Ventura (Monte Gordo) e Francisco Ramos (Vila Nova de Cacela) foram também escolhidos pela estrutura local do BE para encabeças as listas às três freguesias que compõe o concelho algarvio, um dos 16 do distrito de Faro, acrescentou a mesma fonte.

A candidatura de Celeste Santos à câmara de Vila Real de Santo António é considerada pela estrutura local do BE como uma "alternativa às políticas desastrosas dos últimos 20 anos".

"Pretendemos um modelo económico e de desenvolvimento para este concelho que não esteja, apenas, dependente da atividade turística. Esta, isolada, não consegue dar resposta às necessidades de emprego deste concelho", defendeu ainda o BE.

Com a aposta em Celeste Santos, o BE pretende conseguir representação num executivo municipal que foi liderado nos últimos 12 anos pelo social-democrata Luís Gomes, atualmente impedido de se recandidatar por ter atingido o limite legal de três mandatos consecutivos à frente da autarquia.

Celeste Santos tem como adversários conhecidos a atual vice-presidente da Câmara e candidata do PSD, Conceição Cabrita, o antigo presidente socialista da autarquia, António Murta, que volta a encabeçar a lista do PS depois de ter estado à frente do município durante dois mandatos distintos, de oito anos cada, e Álvaro Leal, que é o cabeça de lista da CDU.

A Câmara de Vila Real de Santo António elege sete representantes nas eleições autárquicas de 01 de outubro. No último escrutínio, em 2013, o PSD ficou com quatro eleitos, o PS com dois e a CDU com um.

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