Autárquicas: Candidato do PS em Aveiro diz que ouvir as pessoas "é o essencial"

O candidato do PS à Câmara Municipal de Aveiro, Manuel Oliveira de Sousa, ouviu hoje algumas preocupações dos habitantes da freguesia de Esgueira, sublinhando que este contacto com as pessoas "é o essencial do poder autárquico".

"Nesta fase estamos a completar o nosso programa, não levamos propostas. Nós entendemos que até ao fim da pré-campanha estamos a ouvir propostas para o nosso programa", explicou à Lusa o candidato.

Manuel Oliveira de Sousa acrescentou, porém, que a sua candidatura apresenta "três propostas que são comuns e transversais", nomeadamente "a resolução dos problemas de austeridade, baixando impostos, nomeadamente do IMI, a resolução do atrofiamento dos transportes, em todos os lugares do município e a delegação de competências com uma política de proximidade".

O candidato socialista sublinhou ainda ter hoje ouvido preocupações sobre o desenvolvimento e desemprego no concelho, bem como sobre o turismo que, disse, precisa de "roteiros novos".

"Depois há também as questões da exclusão social, que é uma grande preocupação que nos transmitem e a não valorização da cultura e produção cultural. Temos muitas preocupações relativamente a zonas industriais, onde as pequenas e médias empresas se querem instalar, mas não têm condições porque essas zonas não estão requalificadas e finalizadas", apontou.

Relativamente ao programa já desenhado, o também presidente da concelhia de Aveiro do PS explicou que este vai incidir em dois eixos, um deles com medidas objetivas para aplicar já no primeiro dia de mandato.

O segundo eixo, acrescentou, passa por, no primeiro ano, desenvolver um plano estratégico, aberto a discussão pública, sobre investimentos, o turismo e o desenvolvimento da cidade até 2030.

"Temos também nesse plano estratégico aquilo que queremos para a cidade em 2030, em termos de mobilidade, transportes, requalificação, planeamento urbano dentro e fora da cidade. Queremos que as freguesias rurais, fora do perímetro urbano, sejam requalificadas para trazer qualidade de vida aos seus habitantes e, obviamente, que não descuramos de discussão pública", revelou.

Os candidatos à Câmara de Aveiro são Manuel Oliveira de Sousa (PS), o atual presidente Ribau Esteves (PSD/CDS-PP/PPM), Nelson Peralta (BE), Miguel Viegas (CDU) e Jorge Morais (PAN).

As eleições autárquicas estão marcadas para 01 de outubro.

.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Ruy Castro

À falta do Nobel, o Ig Nobel

Uma das frustrações brasileiras históricas é a de que, até hoje, o Brasil não ganhou um Prémio Nobel. Não por falta de quem o merecesse - se fizesse direitinho o seu dever de casa, a Academia Sueca, que distribui o prémio desde 1901, teria descoberto qualidades no nosso Alberto Santos-Dumont, que foi o verdadeiro inventor do avião, em João Guimarães Rosa, autor do romance Grande Sertão: Veredas, escrito num misto de português e sânscrito arcaico, e, naturalmente, no querido Garrincha, nem que tivessem de providenciar uma categoria especial para ele.

Premium

João Taborda da Gama

Le pénis

Não gosto de fascistas e tenho pouco a dizer sobre pilas, mas abomino qualquer forma de censura de uns ou de outras. Proibir a vista dos pénis de Mapplethorpe é tão condenável como proibir a vinda de Le Pen à Web Summit. A minha geração não viveu qualquer censura, nem a de direita nem a que se lhe seguiu de esquerda. Fomos apenas confrontados com alguns relâmpagos de censura, mais caricatos do que reais, a última ceia do Herman, o Evangelho de Saramago. E as discussões mais recentes - o cancelamento de uma conferência de Jaime Nogueira Pinto na Nova, a conferência com negacionista das alterações climáticas na Universidade do Porto - demonstram o óbvio: por um lado, o ato de proibir o debate seja de quem for é a negação da liberdade sem mas ou ses, mas também a demonstração de que não há entre nós um instinto coletivo de defesa da liberdade de expressão independentemente de concordarmos com o seu conteúdo, e de este ser mais ou menos extremo.

Premium

Bernardo Pires de Lima

Em contagem decrescente

O brexit parece bloqueado após a reunião de Salzburgo. Líderes do processo endureceram posições e revelarem um tom mais próximo da rutura do que de um espírito negocial construtivo. A uma semana da convenção anual do partido conservador, será ​​​​​​​que esta dramatização serve os objetivos de Theresa May? E que fará a primeira-ministra até ao decisivo Conselho Europeu de novembro, caso ultrapasse esta guerrilha dentro do seu partido?