Associação ligada à construção civil quer mobilização da Diplomacia Portuguesa no exterior

O presidente da Associação dos Industriais de Construção Civil e Obras Públicas (AICCOPN), Manuel Reis Campos, considerou "prioritária" a "mobilização da Diplomacia Portuguesa no exterior" de forma a dar ao setor "o lugar que lhe cabe".

"Neste momento é fundamental um esforço adicional para procurar alternativas, diversificar mercados e afirmar a competitividade da construção portuguesa no exterior (...). Há que dar à construção e ao imobiliário o lugar que lhe cabe. A mobilização da Diplomacia Portuguesa no exterior, tendo em vista uma mais rápida identificação das oportunidades, é igualmente prioritária", disse Manuel Reis Campos.

O presidente da AICOOPN - que falava na sessão de abertura do Fórum Anual dos Empresários Portugueses da Construção do Mundo, evento no qual também participa o secretário de Estado demissionário da Internacionalização, Jorge Costa Oliveira - referiu que para que o setor "continue a crescer de forma sustentada" precisa de ter acesso a mecanismos de incentivos e instrumentos de financiamento.

"Está em causa a plena integração da fileira da construção e do imobiliário nas políticas e sistemas de incentivos, levados a cabo, designadamente pelo Ministério da Economia. De igual modo persistem barreiras injustificáveis, cuja eliminação é essencial. O enfoque em conceitos desajustados como 'Bens Não Transacionáveis' tem prejudicado as nossas empresas, face a outros setores de atividade", referiu o responsável.

Manuel Reis Campos também admitiu ter "consciência das dificuldades" que as empresas portuguesas enfrentam em alguns mercados, dando como exemplo Angola, Moçambique e Brasil, mas para provar o "bom currículo" deste setor, apresentou números.

"Em 1999, no virar do milénio, o volume de negócios da construção no exterior era de apenas 233 milhões de euros. Em 2005 foi o ano em que, pela primeira vez, foi possível ultrapassar a barreira dos mil milhões de euros. Hoje, o volume anual de faturação externa na construção e no imobiliário supera os 10,44 mil milhões de euros, o que representa 16,6% da faturação do país no exterior, um valor que traduz 31,5% do volume de negócios total da fileira", descreveu Manuel Reis Campos.

O presidente da AICCOPN aproveitou para falar da criação da marca GPC - Global Portuguese Construction, descrevendo-a como "uma marca coletiva única e distintiva que transmite ao mercado, de uma forma global, a confiança e a segurança que a construção portuguesa oferece".

"A GPC parte da criação de uma identidade que possa constituir uma forte mais-valia para todo o setor. Com este projeto reforçamos os mecanismos de captação de oportunidades efetivas de negócio para as nossas empresas, designadamente em países da Europa e América Latina. Também já levamos a nossa marca ao Oriente, como o Irão, China e Coreia do Sul", descreveu o responsável.

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