Associação alerta para "aumento exponencial" de agressões às forças de segurança

A Associação Sócio Profissional Independente da Guarda (ASPIG) alertou hoje para o "aumento exponencial" de agressões a elementos das forças de segurança, após um militar da GNR ter sido agredido durante uma operação de trânsito, em Castelo Branco.

Um militar do Destacamento de Trânsito da Guarda Nacional Republicana (GNR) de Castelo Branco foi agredido na manhã de quarta-feira por quatro pessoas, nas proximidades da localidade de Maxiais, na sequência de uma ação de fiscalização de trânsito, disse anteriormente à agência Lusa fonte da GNR.

"A patrulha [GNR] mandou parar uma viatura, que se pôs em fuga. Foram no encalço dos fugitivos, que acabaram por se despistar. Um militar conseguiu agarrar o condutor, sendo que os restantes ocupantes da viatura acabaram por o agredir com pedras, deixando-o praticamente inconsciente", relatou a fonte.

Os quatro ocupantes da viatura, três homens e uma mulher, com idades à volta dos 30 anos, acabaram por ser detidos no local, sendo que o condutor se pôs em fuga.

Fonte da GNR disse à Lusa, pelas 00:05 de hoje, que os militares continuam no terreno à procura do suspeito.

"A Associação Sócio - Profissional Independente da Guarda (ASPIG) tem vindo a manifestar a sua preocupação com o aumento exponencial de agressões contra os elementos das forças de segurança. As recentes agressões a um militar do destacamento de Trânsito da GNR de Castelo Branco, na sequência de uma ação de fiscalização de trânsito, perpetradas por quatro ocupantes de uma viatura, vem, mais uma vez, confirmar as preocupações desta Associação", refere a ASPIG, em comunicado.

A associação reitera que esta tipologia de crimes "reveste-se de melindres particulares", pois constituiu, "além de atentados à integridade física e à vida dos elementos das forças de segurança, inequívocas ofensas diretas à sociedade e aos seus órgãos".

"Por isso, a ASPIG continua a entender que tal situação, por ser grave, não pode ser tratada ao sabor de mutações dos detentores do poder político, em razão de certos interesses ou de uma certa tendência das forças de segurança para se conformarem com a situação, na medida em que tais condutas em nada contribuem para a manutenção da ordem, tranquilidade e segurança públicas", sublinha a nota.

A Associação Sócio - Profissional Independente da Guarda apela a que se adotem medidas rapidamente.

"Urge, por parte dos responsáveis pela tranquilidade e paz públicas, o desencadear de medidas legislativas, e outras, no 'tratamento' deste tipo de criminalidade, sob pena dos criminosos 'minarem' a autoridade do Estado e denegrirem a imagem das forças de segurança", avisa a ASPIG.

A ASPIG entende que as agressões aos elementos das forças de segurança devem ser analisadas à luz de novas realidades ainda que, para tanto, tenham de ser restauradas normas sancionatórias mais severas, como a suspensão de direitos, caução de boa conduta, liberdade vigiada e limites das penas.

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