Arouca Film Festival com 41 filmes de 13 países e quatro deles criados em telemóveis

A 16.ª edição do Arouca Film Festival arranca esta quarta-feira e, até domingo, terá em competição 41 filmes de 12 países, numa seleção que inclui dez obras na nova categoria de direitos humanos e quatro realizados com telemóveis.

"Nas sessões competitivas serão divulgados novos projetos, novos realizadores, produções independentes e obras já consagradas e de reconhecido valor que habitualmente não são distribuídas nos circuitos tradicionais de cinema", revela João Rita, diretor do festival organizado pelo Cineclube de Arouca.

Depois de registar um recorde no número de inscrições para a presente edição, ao receber 785 candidaturas e acrescentar assim à pré-seleção de 2018 mais 102 filmes do que em 2017, a secção competitiva deste ano destaca-se pelo "elevado grau de profissionalismo no que aos recursos técnicos e humanos diz respeito".

A recém-criada categoria dos direitos humanos, a estrear nesta edição, atingiu "níveis inesperados de participação", já que, entre os filmes candidatos, houve 96 inscritos que adotaram esse registo social e, desses, dez foram selecionados para concurso.

Já no que se refere à nova categoria de filmes criados em 'smartphone', foram 56 as obras candidatas e quatro as que passaram para a fase competitiva.

"Recebemos obras muito realistas e tecnicamente muito bem conseguidas", declara João Rita à Lusa. "Produtoras e realizadores não poupam esforços para concretizar as suas curtas-metragens, criando verdadeiras obras de arte que anseiam ver a luz do dia e aceder aos circuitos competitivos", defende.

Entre os filmes nessas circunstâncias, o diretor do Arouca Film Festival destaca sete curtas-metragens: "Summer Run", da italiana Cecilia Brianza; "Impasse", da russa Alina Mikhailova; "Carga", do português Luís Campos; "Rafeiro", da também lusa Cátia Silva; "Bakit", da quirguistanesa Meerim Dogdurbekova; "Are you volleyball?", do iraniano Mohammad Bakhshi; e "M.A.M.O.N. - Monitor Against Mexicans Over Nationwide", do uruguaio Alejandro Damiani, numa co-produção entre Uruguai e México.

Para Cátia Camisão, programadora do festival, está assim em causa "um conjunto de filmes de elevado interesse", entre os quais a ficção predomina como o género mais adotado, seguindo-se o documentário e o experimental.

Além da secção competitiva, o Arouca Film Festival de 2018 incluirá ainda várias sessões temáticas e um programa formativo e pedagógico composto por workshops, oficinas, tertúlias e performances artísticas, "sempre visando a formação e capacitação de novos públicos".

Grande parte dessas atividades será desenvolvida nas escolas do município, como é o caso da oficina em que, após a projeção de um filme e explicação dos processos nele envolvidos, os estudantes terão que construir um 'story board' para as suas próprias histórias.

Outros momentos-altos do programa serão a exibição do filme "Bad Investigate", numa sessão com a presença do realizador e ator Luís Ismael, do produtor e ator J.D. Duarte e da atriz Laura Galvão, e ainda a projeção de "Famel Top Secret", que será acompanhada por uma concentração de modelos antigos dessa marca de motos.

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