AR/Censura: Mais de 1.300 novos elementos na GNR e PSP no ano passado -- Costa

O primeiro-ministro, António Costa, disse hoje que no ano passado entraram para a Guarda Nacional Republicana (GNR) e para a Polícia de Segurança Pública (PSP) mais 1.350 elementos.

Em resposta ao deputado do CDS-PP Nuno Magalhães na Assembleia da República, o chefe de Governo informou que "1.350 elementos foram admitidos na GNR e na PSP em 2018".

Costa afirmou também que "foi mais do que em qualquer ano da legislatura anterior".

No debate da moção de censura apresentada pelos centristas, rejeitada hoje pela Assembleia da República, foram vários os deputados centristas que colocaram questões ao primeiro-ministro.

O líder da bancada parlamentar, Nuno Magalhães, considerou que a segurança foi uma "área em que tudo falhou" no Governo socialista.

Por isso, o democrata-cristão quis saber para quando o reforço de meios das polícias, bem como quando é que as forças de segurança poderão contar com o subsídio de risco.

Também a deputada Vânia Dias da Silva questionou o Governo sobre a luta conta a corrupção e sobre a falta de inspetores na Polícia Judiciária.

Em resposta, António Costa afirmou que "quanto ao pagamento dos suplementos às forças de segurança, será reposto em 2019".

Sobre o reforço de meios, o líder do executivo referiu que vão entrar novos inspetores para a Política Judiciária e "180 magistrados do Ministério Público".

Costa disse ainda que "o regime jurídico do Registo Central do Beneficiário Efetivo está a entrar em funcionamento, e permitirá combater e melhorar as condições de combate à corrupção".

A moção de censura do CDS-PP ao Governo foi hoje 'chumbada' pelas bancadas do PS, BE, PCP, Verdes e PAN, contando com votos favoráveis dos democratas-cristãos e do PSD.

Também o deputado não inscrito Paulo Trigo Pereira, eleito nas listas do PS em 2015, votou contra a moção de censura.

O anúncio da rejeição do texto do CDS-PP foi aplaudido de pé pela bancada socialista.

Ao longo de três horas e meia, o parlamento debateu hoje uma moção de censura do CDS-PP ao Governo, a segunda dos centristas em pouco mais de um ano e meio, centrada no "esgotamento" do executivo do PS, e intitulada "Recuperar o Futuro".

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