António Miguel Cardoso quer devolver "alma e paixão" ao Vitória de Guimarães

Guimarães, Braga, 02 jul 2019 (Lusa) - O candidato à presidência do Vitória de Guimarães pela lista A, António Miguel Cardoso, quer ver o clube da I Liga portuguesa de futebol anualmente na 'Europa', com "alma e paixão", se for eleito em 20 de julho.

O 'rosto' da candidatura designada 'Por ti, Vitória' confessou que sonha ver o Vitória campeão nacional, mas admitiu que, nos próximos três anos, a obrigação do clube passa por estar sempre nas provas europeias, por "pisar o calcanhar de todas as equipas" à sua frente e por ter a "mística" do clube sempre presente em campo.

"Quero que os jogadores sintam a paixão e a alma do clube. Isso é o mais importante. O Vitória terá de estar nas competições europeias todos os anos. Não queremos entrar em grandes promessas, mas os jogadores, se perderem, vão ser 'apertados' e ficar chateados. Estamos aqui para que as pessoas lutem", disse, após a apresentação da sua candidatura, no centro histórico de Guimarães.

Depois de ter sido vice-presidente de Vítor Magalhães por três meses, na época 2004/05, o gestor, de 42 anos, quer regressar à direção do emblema minhoto, preconizando, para o futebol, medidas como a "avaliação anual de desempenho" da estrutura desportiva e a "criação de uma rede mundial de observadores".

O candidato da lista A frisou, aliás, que os vitorianos, nos últimos anos, têm sido "um pouco submissos" no panorama do futebol nacional, precisando de ter uma "voz muito mais interventiva" e de afirmar a sua "independência" face a outros agentes desportivos.

Questionado ainda sobre a preparação da época recém-iniciada, António Miguel Cardoso elogiou a contratação do treinador Ivo Vieira pela direção demissionária, liderada por Júlio Mendes.

Sobre a relação entre o clube e a SAD, cujo acionista maioritário é Mário Ferreira - detém 57% do capital social de 4,5 milhões de euros -, o candidato disse acreditar que vai ser possível trabalhar com o empresário se ambas as partes forem "sérias e transparentes".

O programa da lista A promete, no entanto, que o clube vai ter direito de preferência na compra de ações da SAD que estejam para ser vendidas e que qualquer alteração a realizar nos estatutos da SAD vai ter de ser previamente aprovada pelos sócios, nas assembleias-gerais do clube.

Apesar de crer que o seu programa se diferencia da lista B, encabeçada por Miguel Pinto Lisboa, e da lista C, cujo 'rosto' é Daniel Rodrigues, o candidato pediu que a campanha decorra de forma "serena" e que, a partir de 20 de julho, toda os sócios estejam unidos em torno do clube.

A lista A conta ainda com os nomes de André Pereira, Armando Guimarães, José Eduardo Viamonte e Nuno Leite para a vice-presidência da direção, de Belmiro Pinto dos Santos para a presidência da Mesa da Assembleia-Geral, de Ricardo Almeida para o Conselho Fiscal e de João Henrique Faria para o Conselho de Jurisdição.

O Vitória de Guimarães vai ter eleições, após a direção liderada por Júlio Mendes, presidente do clube desde 2012, ter anunciado a demissão no passado dia 27 de maio.

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Maria Antónia de Almeida Santos

Uma opinião sustentável

De um ponto de vista global e a nível histórico, poucos conceitos têm sido tão úteis e operativos como o do desenvolvimento sustentável. Trouxe-nos a noção do sistémico, no sentido em que cimentou a ideia de que as ações, individuais ou em grupo, têm reflexo no conjunto de todos. Semeou também a consciência do "sustentável" como algo capaz de suprir as necessidades do presente sem comprometer o futuro do planeta. Na sequência, surgiu também o pressuposto de que a diversidade cultural é tão importante como a biodiversidade e, hoje, a pobreza no mundo, a inclusão, a demografia e a migração entram na ordem do dia da discussão mundial.