António Lobo Antunes e Eduardo Lourenço no Festival Internacional de Cultura

António Lobo Antunes e Eduardo Lourenço participam no Festival Internacional de Cultura (FIC), em Cascais, no último dia, 30 de setembro, anunciou a organização que revelou hoje o programa completo de encontros e debates do certame.

Apresentada como um "frente-a-frente", a sessão que junta o ensaísta Eduardo Lourenço e o escritor António Lobo Antunes encerra no dia 30 de setembro, às 21:30, na Casa das Histórias, em Cascais, o ciclo de debates e encontros que inclui 13 sessões.

Esta sessão reúne dois "amantes da cultura, da literatura e do pensamento, António Lobo Antunes, voz maior da literatura mundial, e Eduardo Lourenço, um dos mais importantes pensadores contemporâneos, protagonizam um 'frente-a-frente' invulgar no calendário cultural português", afirma em comunicado o grupo editorial LeYa, coorganizador do certame com a Câmara de Cascais e a Fundação D. Luís I.

O ciclo com escritores e outras personalidades do FIC tem como cenário a Casa das Histórias, e inclui uma homenagem a Manuel Alegre, Prémio Camões este ano, e um encontro com autores como Nuno Júdice, Gonçalo M. Tavares e Rodrigo Guedes de Carvalho, entre mais de 40 convidados.

No dia 16 às 21:30, na Casa das Histórias estão à conversa a escritora Alexandra Lucas Coelho finalista este ano, pela segunda vez, do Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores, e o escritor Gonçalo M. Tavares, autor distinguido com múltiplos prémios. A conversa terá moderação de José Mário Silva, crítico literário do semanário Expresso e colaborador permanente da revista Ler.

No dia seguinte, à mesma hora e também na Casa das Histórias, os jornalistas e autores Clara Ferreira Alves e Rodrigo Guedes de Carvalho estão à conversa com a jornalista Maria Flor Pedroso.

No dia 23, às 19:00, Hélia Correia, distinguida em 2015 com o Prémio Camões, e Nuno Júdice, que o ano passado recebeu o Prémio Literário António Gedeão pela obra "A Convergência dos Ventos", são os protagonistas de uma conversa moderada pelo jornalista Luís Caetano.

No dia 29 às 21:30, no âmbito das Conversas de Bairro, na Fundação D. Luís I, Mário Avelar, tradutor de autores como William Faulkner, Sylvia Plath e Robert Lowell, vai estar à conversa com o poeta e sacerdote José Tolentino Mendonça e Alfredo Teixeira, doutorado em Antropologia Política e professor na Universidade Católica Portuguesa, sobre o tema "As artes contemporâneas no centenário das aparições de Fátima".

No domingo, dia 24 às 19:00, na Casa das Histórias, realiza-se uma homenagem a Manuel Alegre, que vai consistir numa conversa do poeta com Ana Sousa Dias, seguida de um recital de poesia.

Em outras sessões, já anunciadas, a escritora indiana Arundhati Roy, nomeada este ano para o Man Booker Prize, conversa, no dia 02 de setembro, com a jornalista Ana Daniela Soares, e com a romancista francesa Maylis de Kerangal, e no dia seguinte regista-se um diálogo com os escritores portugueses Pedro Vieira e Inês Pedrosa, curadora desta parte do festival.

O neurocirurgião Henry Marsh, autor da obra "Não Faças Mal", no dia 09 conversa com a escritora e jornalista Isabel Stilwell, numa sessão em que o tema é "Vida, morte".

No dia 10, Paul Auster, também nomeado este ano para o Man Booker Prize, regressa a Portugal, para uma conversa com a escritora Patrícia Reis, editora da revista Egoísta, sob o mote "Mudança, música".

Outra sessão é com as escritoras Lídia Jorge e Rosa Montero, no dia 15 às 21:30, na Casa das Histórias, sob o mote "Destino, Liberdade", numa conversa moderada pelo jornalista e escritor João Céu e Silva.

Os economistas António Bagão Félix, Francisco Louçã e Sandra Navidi conversam, no dia 16, às 18:30, e no dia 22 de setembro, às 19:00, um encontro na Casa das Histórias junta a romancista argentina Selva Almada, de quem, no final de agosto, a LeYa/Dom Quixote editará o romance de não-ficção "Raparigas Mortas", e a escritora de policiais inglesa Sophie Hannah, sob mote "Verdade, violência", com moderação do jornalista Rui Lagartinho.

O FIC realiza-se no mês de setembro, em Cascais, sob o mote "Camões: ao desconcerto do mundo" e projeta 12 concertos, 11 exposições, ciclos de cinema, artes de rua, gastronomia e aquele que será "o primeiro evento que reúne artesãos, arquitetos e designers nacionais e internacionais", além de uma feira do livro e de um ciclo de debates.

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