António Guterres usa exemplo de Portugal para comentar migrações na ONU

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, usou o exemplo de Portugal para defender que as "migrações são necessárias" pelo que "têm de ser organizadas".

Em resposta a uma jornalista, Guterres contou como nas visitas a casa, em Lisboa, nunca encontrou uma pessoa portuguesa a tomar conta da mãe no serviço de ama permanente 24/7 (24 horas por dia, sete dias por semana).

"Nas minhas idas a Lisboa, visito a minha mãe de 95 anos. Não tanto como eu gostava. Mas nunca encontrei uma pessoa portuguesa a tomar conta da minha mãe", disse.

Para concluir a ideia, o antigo Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados disse: "As migrações são necessárias. E se são necessárias, têm de ser organizadas".

A conferência de imprensa de hoje foi marcada para apresentação do Painel de Cooperação Digital idealizado por Guterres, em que se pretende avançar com "propostas de cooperação no espaço digital entre governos, setor privado, sociedade civil, comunidades académica e técnica e outras partes interessadas", segundo o comunicado na página de Internet da ONU.

O objetivo deste painel é "sensibilizar para o impacto transformativo das tecnologias digitais na sociedade e economia", e promover o debate público sobre segurança e um "futuro digital inclusivo para todos, tendo em conta normas de direitos humanos".

As reuniões do Painel de Cooperação Digital estão marcadas para setembro de 2018 e janeiro de 2019.

Ler mais

Exclusivos

João Almeida Moreira

DN+ Cadê o Dr. Bumbum?

Por misturar na peça Amphitruo deuses, e os seus dramas divinos, e escravos, e as suas terrenas preocupações, o dramaturgo Titus Plautus usou pela primeira vez na história, uns 200 anos antes de Cristo, a expressão "tragicomédia". O Brasil quotidiano é um exemplo vivo do género iniciado por Plautus por juntar o sagrado, a ténue linha entre a vida e a morte, à farsa, na forma das suas personagens reais e fantásticas ao mesmo tempo. Eis um exemplo.