Plataforma logística é uma das propostas para Região Demarcada do Douro -- Estudo

A criação de um Sistema Inteligente de Mercado (SIM) ou de uma plataforma logística são algumas das medidas que o Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto (IVDP) quer ver implementadas, indica um estudo que é apresentado sexta-feira.

Lusa

Em causa, no que se refere ao SIM, está "aumentar as vendas em volume e valor, através de um mecanismo inteligente e dinâmico de recolha, tratamento e difusão de informação sobre os diversos mercados e consumidores".

A ideia do IVDP é "recorrendo a tecnologias de última geração, implementar uma plataforma inteligente e interativa que permita, em tempo real, reunir um conjunto de informação relevante" quer do instituto, quer dos agentes económicos e de outras entidades envolvidas na promoção.

E, na secção "proposta de plano de ação" do estudo "Rumo Estratégico para o Setor dos Vinhos do Porto e Douro", lê-se que este projeto é de execução "prioritária", prevendo-se que esteja a funcionar até aos finais de 2019, sendo financiado por receitas próprias e fundos comunitários.

Na mesma secção, entre mais de uma dezena de medidas, também consta a criação da plataforma logística no Douro, cujo objetivo é "facilitar e incrementar a venda dos vinhos do Douro e Porto a partir da região, por diminuição de barreiras económicas e logísticas".

Com esta medida, o IVDP quer "inovar nos fluxos de serviços, de armazenagem, aduaneiros e de transporte, essencialmente, para as empresas que operam e comercializam a partir do Douro", lê-se no estudo que aponta o início deste projeto para 2019 e conclusão para 2023, embora "dependendo da disponibilidade do financiamento" que também deverá ser próprio e comunitário.

Apostar em promoção coletiva, na comunicação digital ou na inovação, rejuvenescimento e imagem do vinho do Porto são outras das medidas que constam do plano de ação que é apresentado sexta-feira no Museu do Douro, no Peso da Régua, numa sessão em que está prevista a presença do Ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, Luís Capoulas Santos.

O presidente do IVDP, Manuel Cabral, citado na nota enviada à agência Lusa, frisa que Portugal e o setor de vinhos, nomeadamente o da RDD, vive "tempos de grandes mudanças numa economia do vinho cada vez mais globalizada e competitiva".

"O IVDP pretende munir o setor de conhecimento estruturado capaz de indicar onde estamos e questionar onde queremos estar para lançar bases de orientação a um posicionamento estratégico direcionado ao resultado", refere Manuel Cabral.

Outra das medidas que constam do estudo está relacionada com um ?stock' mínimo para o exercício da atividade comercial do vinho do Porto, isto porque, "a última década demonstrou, por um lado, que o mercado do Vinho do Porto está em mutação acelerada e, por outro lado, que surgiram novas empresas, em especial, no segmento do Douro, vocacionadas para segmentos de mercado mais elevados, mesmo de vinho do Porto".

Neste cenário, é aconselhada pelos autores do estudo a redução do ?stock' mínimo de vinho do Porto por causa das novas dinâmicas comerciais e para potenciar o conhecimento e experiências de mercado dos produtores focados no vinho do Douro.

No entanto, lê-se no documento, "a redução do ?stock' mínimo não deve interferir com a capacidade anual de vendas do vinho do Porto, traduzida na designada ?lei do terço', a qual deve manter-se".

O estudo "Rumo Estratégico para o Setor dos Vinhos do Porto e Douro" foi elaborado pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD).

Depois de elaborado, em 2017, o documento foi objeto de audição pública junto do setor de vinhos.

O estudo tem coordenação geral de Tim Hogg, coordenação científica de João Rebelo e acompanhamento e avaliação de Daniel Bessa.

PYT