Ambiente dá parecer favorável às descargas de águas resíduais da nova fábrica da Cofaco

A Direção Regional do Ambiente anunciou hoje estar concluída a apreciação do projeto da nova unidade industrial da conserveira Cofaco, no Pico, nos Açores, tendo enviado ao promotor a proposta de licença de descarga de águas residuais industriais.

"A Direção Regional do Ambiente emitiu hoje parecer favorável ao projeto de descarga das águas residuais provenientes da nova unidade industrial de transformação, processamento e congelação de pescado da COFACO, a construir na avenida Padre Nunes de Rosa, na Madalena, ilha do Pico", adianta uma nota divulgada pelo executivo açoriano.

A mesma nota explica ainda que, "neste contexto, deu-se por concluída a apreciação do projeto da nova unidade industrial por parte da autoridade ambiental, tendo sido enviada ao promotor a correspondente proposta de licença de descarga de águas residuais industriais".

A administração da Cofaco garantiu este ano a construção de uma nova unidade no Pico, depois do despedimento de cerca de 160 trabalhadores, prevendo que a nova fábrica deverá estar ativa até janeiro de 2020, num projeto orçamentado em cerca de sete milhões de euros.

No início do ano, a conserveira, dona do atum Bom Petisco, anunciou o despedimento da totalidade dos trabalhadores - mais de 160 -, prometendo a readmissão no futuro, aquando da construção de uma nova unidade, da maioria dos quadros.

Ler mais

Premium

Rosália Amorim

"Sem emoção não há uma boa relação"

A frase calorosa é do primeiro-ministro António Costa, na visita oficial a Angola. Foi recebido com pompa e circunstância, por oito ministros e pelo governador do banco central e com honras de parada militar. Em África a simbologia desta grande receção foi marcante e é verdadeiramente importante. Angola demonstrou, para dentro e para fora, que Portugal continua a ser um parceiro importante. Ontem, o encontro previsto com João Lourenço foi igualmente simbólico e relevante para o futuro desta aliança estratégica.

Premium

João Gobern

Tirar a nódoa

São poucas as "fugas", poucos os desvios à honestidade intelectual que irritem mais do que a apropriação do alheio em conluio com a apresentação do mesmo com outra "assinatura". É vulgarmente referido como plágio e, em muitos casos, serve para disfarçar a preguiça, para fintar a falta de inspiração (ou "bloqueio", se preferirem), para funcionar como via rápida para um destino em que parece não importar o património alheio. No meio jornalístico, tive a sorte de me deparar com poucos casos dessa prática repulsiva - e alguns deles até apresentavam atenuantes profundas. Mas também tive o azar de me cruzar, por alguns meses, tempo ainda assim demasiado, com um diretor que tinha amealhado créditos ao publicar como sua uma tese universitária, revertido para (longo) artigo de jornal. A tese e a história "passaram", o diretor foi ficando. Até hoje, porque muitos desconhecem essa nódoa e outros preferiram olhar para o lado enquanto o promoviam.