Al-Nassr de Rui Vitória goleia Al-Fateh e ascende ao 1.º lugar da liga saudita

O Al-Nassr, treinado por Rui Vitória, venceu hoje em casa o Al-Fateh por cinco golos sem resposta e assumiu provisoriamente o comando do campeonato saudita de futebol, ultrapassando o Al-Hilal, que tem menos um jogo.

O avançado marroquino Abderrazak Hamdallah foi o homem do encontro e esteve em todos os lances de golo, marcando dois (28 e 55 minutos) e fazendo três assistências, apesar de ter começado por desperdiçar uma grande penalidade logo aos oito minutos. Os restantes golos do Al-Nassr foram apontados pelo nigeriano Ahmed Musa, que também bisou (38 e 79 minutos), e pelo brasileiro Giuliano (45+4).

Com os três pontos hoje arrecadados, o Al-Nassr ficou com 64 pontos e ultrapassou o Al-Hilal, treinado até final de janeiro por Jorge Jesus, que conta com 63 pontos mas tem menos um jogo.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Opinião

'Motu proprio' anti-abusos

1. Muitas vezes me tenho referido aqui, e não só aqui, à tragédia da pedofilia na Igreja. Foram milhares de menores e adultos vulneráveis que foram abusados. Mesmo sabendo que o número de pedófilos é muito superior na família e noutras instituições, a gravidade da situação na Igreja é mais dramática. Por várias razões: as pessoas confiavam na Igreja quase sem condições, o que significa que houve uma traição a essa confiança, e o clero e os religiosos têm responsabilidades especiais. O mais execrável: abusou-se e, a seguir, ameaçou-se as crianças para que mantivessem silêncio, pois, de outro modo, cometiam pecado e até poderiam ir para o inferno. Isto é monstruoso, o cume da perversão. E houve bispos, superiores maiores, cardeais, que encobriram, pois preferiram salvaguardar a instituição Igreja, quando a sua obrigação é proteger as pessoas, mais ainda quando as vítimas são crianças. O Papa Francisco chamou a esta situação "abusos sexuais, de poder e de consciência". Também diz, com razão, que a base é o "clericalismo", julgar-se numa situação de superioridade sagrada e, por isso, intocável. Neste abismo, onde é que está a superioridade do exemplo, a única que é legítimo reclamar?

Premium

Adriano Moreira

A crise política da União Europeia

A Guerra de 1914 surgiu numa data em que a Europa era considerada como a "Europa dominadora", e os povos europeus enfrentaram-se animados por um fervor patriótico que a informação orientava para uma intervenção de curto prazo. Quando o armistício foi assinado, em 11 de novembro de 1918, a guerra tinha provocado mais de dez milhões de mortos, um número pesado de mutilados e doentes, a destruição de meios de combate ruinosos em terra, mar e ar, avaliando-se as despesas militares em 961 mil milhões de francos-ouro, sendo impossível avaliar as destruições causadas nos territórios envolvidos.